Sintepp denuncia condições insalubres em escolas que atendem mais de 1,7 mil alunos no Nova Carajás

Sindicato afirma que unidades funcionam em antigos galpões alugados pela Prefeitura e relata problemas elétricos, calor, falta de servidores de apoio e adoecimento de alunos e profissionais

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) – Subsede Parauapebas, denunciou, por meio das redes sociais, as condições de funcionamento de escolas municipais localizadas no Bairro Nova Carajás. Segundo a entidade, problemas estruturais estariam afetando diretamente alunos e servidores da rede pública de ensino.

Representantes do sindicato estiveram nesta terça-feira (1º) nas escolas municipais Eraides Santos, Daniela Galdino e Milton Martins para verificar as condições das unidades. De acordo com o Sintepp, as situações consideradas mais graves foram encontradas nas escolas Daniela Galdino e Eraides Santos.

Juntas, conforme os números divulgados pela entidade, as duas unidades atendem mais de 1,7 mil crianças.

Escolas funcionam em antigos galpões, diz sindicato

Um dos principais questionamentos feitos pelo Sintepp é sobre os imóveis utilizados para abrigar as duas escolas. A entidade afirma que tanto a Daniela Galdino quanto a Eraides Santos funcionam em galpões que anteriormente eram utilizados como depósitos e posteriormente foram alugados pela Prefeitura de Parauapebas para receber as unidades escolares.

Na avaliação do sindicato, os espaços não teriam passado por todas as adequações necessárias para oferecer condições apropriadas ao funcionamento das escolas.

A situação ganha dimensão pelo número de estudantes atendidos. Segundo o Sintepp, a Daniela Galdino possui mais de 700 crianças, enquanto a Eraides Santos atende mais de mil alunos.

Problemas elétricos, calor e falta de servidores

Durante a fiscalização, a entidade também relatou a ocorrência de quedas constantes de energia e problemas de curto-circuito na rede elétrica.

Outro problema apontado é o calor dentro das unidades. O sindicato afirma que existem aparelhos de ar-condicionado sem funcionar adequadamente, prejudicando as condições das salas de aula diante das altas temperaturas registradas em Parauapebas.

A denúncia também envolve a quantidade de profissionais responsáveis pelos serviços de apoio e limpeza.

De acordo com o Sintepp, trabalhadores que desempenhavam essas funções foram desligados no final de junho e, até agora, o número necessário de profissionais não teria sido recomposto. A entidade relaciona as condições encontradas a relatos de alunos e servidores adoecendo.

O sindicato afirma ainda que os problemas não estão sendo apresentados pela primeira vez ao Governo Municipal. Segundo a publicação, as condições das escolas já teriam sido discutidas em mesa de negociação com a gestão do prefeito Aurélio Goiano, com participação da área da Educação, e um prazo teria sido estabelecido para adoção de providências.

Para o Sintepp, esse período terminou sem que os principais problemas fossem solucionados. “Não cabe mais discurso de ‘culpa do governo anterior’. Queremos resolução para já, para hoje!”, publicou a entidade.

Sindicato promete acionar Ministério Público e Justiça

Diante da situação encontrada, o Sintepp anunciou que pretende encaminhar as denúncias ao Ministério Público do Estado do Pará e ao Poder Judiciário.

A entidade defende ainda que o Bairro Nova Carajás, um dos maiores de Parauapebas, receba escolas com prédios próprios, evitando a utilização prolongada de imóveis adaptados para atender centenas de estudantes.

O Portal Pebinha de Açúcar deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Parauapebas e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) apresentem esclarecimentos sobre as condições das unidades e informem quais providências estão sendo adotadas.

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