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Terra indígena no Maranhão tem quatro mortes em menos de dois meses

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Um jovem indígena identificado como Dorivan Guajajara, de 28 anos, foi encontrado morto no município de Amarante, no Maranhão, a 638 km de São Luís, nesta sexta-feira, 13. Com a morte de Dorivan, sobe para quatro o número guajajaras assassinados nos últimos meses. A região é alvo de conflitos envolvendo a demarcação de terras e tensões envolvendo a BR 226, que corta a Terra Indígena Cana Brava.

Além do indígena, um morador não-indígena também foi assassinado. De acordo com informações divulgadas pelos próprios índios, as vítimas teriam sido mortas por esquartejamento e pertenceriam a Terra Indígena Arariboia.


A suspeita da polícia é que o jovem tinha envolvimento com o tráfico de drogas, mas lideranças indígenas contestam a versão. “Todas as pessoas que não gostam de nós estão se sentindo autorizadas a matar porque sabem que a impunidade impera. É hora de dar um basta!”, escreveu nas redes sociais Sônia Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

No dia 7 de dezembro, os caciques Firmino Praxede Guajajara, da TI Cana Brava e Raimundo Belnício Guajajara, da TI Lagoa Comprida também foram assassinados a tiros. O grupo voltava de uma reunião com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Eletronorte quando foram atacados e atingidos por vários disparos de arma de fogo na BR 226, no município de Jenipapo dos Vieiras (MA).

Em novembro, o líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi assassinado dentro da TI Araribóia, também no Maranhão, atacado por invasores durante emboscada. Ele fazia parte dos Guardiões da Floresta, um grupo que atua no monitoramento e combate a exploração ilegal dentro das TIs. No ataque que matou Paulo Paulino, o indígena Laércio Guajajara ficou ferido. Ele e mais dois Guardiões da Floresta ingressaram no Programa de Proteção à Testemunha devido às ameaças que sofrem no território.

No domingo, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão ligado a Igreja Católica, emitiu uma nota sobre os ataques nas aldeias guajajara. “Tais crimes, contanto ainda com atentados, ameaças, tortura e agressões ocorridas por todo país contra essas populações, têm acontecido na esteira de discursos racistas e ações ditadas pelo governo federal contra os direitos indígenas”, escreveu a instituição.

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