Às vésperas da paralisação, Sindsaúde apresenta ata assinada por representantes da Prefeitura e cobra cumprimento de compromissos firmados em junho

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará (Sindsaúde) divulgou, nesta segunda-feira (31), documentos que, segundo a entidade, comprovam compromissos assumidos pela gestão do prefeito Aurélio Goiano durante uma mesa de negociação realizada em junho e que, de acordo com o sindicato, não foram cumpridos.
A publicação ocorre três dias após o Portal Pebinha de Açúcar noticiar o anúncio da greve dos trabalhadores da saúde de Parauapebas, marcada para começar às 8h desta terça-feira (1º), em frente à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Nas redes sociais, o Sindsaúde publicou a ata da reunião realizada em 22 de junho de 2026, no Gabinete do Chefe do Executivo, acompanhada da mensagem: “O Governo prometeu e não resolveu. Agora é greve”.
O que consta na ata
O documento registra a participação de representantes da Prefeitura e do Sindicato, integrantes da Procuradoria-Geral do Município, da Semsa e dirigentes do Sindsaúde.
Entre os principais compromissos registrados na ata estão:
- Encaminhamento, em regime de urgência, do Projeto de Lei da isonomia salarial dos ACS e ACE, com pagamento retroativo;
- Conclusão da aquisição dos tablets até o fim de agosto, com entrega prevista a partir de setembro de 2026;
- Realização de estudo para implantação de auxílio tecnológico;
- Análise da possibilidade de aumento do valor de referência do auxílio-transporte.
A ata também registra que a proposta apresentada pelo governo para a isonomia salarial previa o pagamento de R$ 135 de forma igualitária aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), enquanto o sindicato defendia um percentual escalonado de 10% do piso nacional, iniciando com 5% e mais 5% no exercício seguinte.
Sindicato diz que acordos não saíram do papel
Segundo o Sindsaúde, os compromissos previstos no documento não foram efetivamente implementados dentro dos prazos registrados na própria ata.
A principal insatisfação do movimento continua sendo a questão do auxílio-transporte, apontado pela entidade como um dos pontos centrais da mobilização que culminou na convocação da greve.
Ao divulgar os documentos, o sindicato sustenta que a paralisação foi motivada pelo descumprimento dos compromissos assumidos durante as negociações realizadas com a administração municipal.
Greve permanece convocada
Até o momento, o Sindsaúde mantém a convocação para que os trabalhadores se concentrem nesta terça-feira (1º), às 8h, em frente à Semsa.
Na publicação anterior, o presidente da entidade, Marden Lima, afirmou que a categoria não desejava chegar à paralisação, mas atribuiu a decisão ao que considera o não cumprimento dos acordos firmados na mesa de negociação.
Prefeitura ainda não se pronunciou sobre os documentos
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Parauapebas e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ainda não haviam se manifestado especificamente sobre a divulgação da ata publicada pelo Sindsaúde nem sobre as alegações de que os compromissos registrados no documento não foram cumpridos.







