Edgar Dias da Silva, de 54 anos, foi surpreendido pelo animal ao entrar em chiqueiro; vítima sofreu ferimento grave na coxa e não resistiu à hemorragia

Um acidente doméstico com consequências fatais chocou os moradores do PA Cinturão Verde I, na zona rural de Parauapebas, na tarde desta sexta-feira (10). Edgar Dias da Silva, de 54 anos, morreu após ser atacado por um porco de sua própria criação.
O caso foi registrado oficialmente na Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, onde familiares e vizinhos prestaram depoimento para esclarecer as circunstâncias da fatalidade.
O ataque
De acordo com o depoimento de uma vizinha que presenciou os momentos seguintes ao ataque, o fato ocorreu por volta das 16h30. Edgar teria entrado no chiqueiro para alimentar os animais quando foi surpreendido por uma porca da raça Piau. Segundo relatos da comunidade, o animal estaria no período de cio, estado em que essa espécie costuma apresentar comportamento extremamente agressivo.

O animal avançou contra Edgar, desferindo uma mordida profunda na parte posterior da coxa esquerda. O ferimento penetrante atingiu vasos sanguíneos importantes, causando uma hemorragia severa.
Socorro desesperado
Ao ouvir os gritos de socorro de um neto da vítima e da esposa de Edgar, Maria da Conceição, vizinhos correram para o local. Edgar foi encontrado caído próximo ao chiqueiro, envolto em muito sangue. Um vizinho chegou a amarrar a perna da vítima com um torniquete improvisado na tentativa de estancar o sangramento enquanto o colocavam em um veículo particular para o transporte urgente até a cidade.
Infelizmente, devido à distância de aproximadamente 107 km entre a localidade rural e a zona urbana de Parauapebas, Edgar não resistiu. Ao dar entrada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), a equipe médica constatou que o paciente já estava sem vida e apresentava sinais tardios de óbito.
Comunidade em luto
Edgar Dias da Silva era muito conhecido e querido na região do Cinturão Verde, onde residia há bastante tempo com sua esposa. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe antes de ser liberado para o velório.
A Polícia Civil, sob a presidência do delegado Felipe Oliveira Freitas, registrou o caso como morte acidental decorrente do ataque do animal, descartando, com base nos depoimentos e evidências colhidas, qualquer indício de violência interpessoal.









