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Triângulo amoroso termina com morte em Parauapebas

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Um triângulo amoroso terminou em morte no início da manhã de hoje, sexta-feira, 29, em Parauapebas. Jhonathan Monteiro Oliveira, de 34 anos, tirou a própria vida após reunir a esposa, Corina Graciella Meier, e a amante e decidir que queria ficar com a esposa.

Ela, no entanto, afirmou não querer mais continuar o relacionamento. Diante da decisão da esposa, ele atirou contra a própria cabeça, com uma pistola que possuía, morrendo ainda no local.


A cena, que aconteceu por volta de 5 horas na Praça do Bairro Beira Rio, às proximidades da Estação Rodoviária, foi presenciada por diversas pessoas, que, inclusive, registraram vídeos de Jhonathan ainda vivo, respirando com dificuldade.

Em depoimento à Polícia Civil, pouco depois do ocorrido, Corina Gracielle relatou os momentos que antecederam a decisão trágica tomada pelo marido.

Ela conta que o casal e duas amigas estavam em um bar ali mesmo, às proximidades da rodoviária. Em dado momento, já por volta de 4 horas, as duas teriam começado a discutir, por motivos que Corina não relatou.

A discussão teria irritado Jhonathan, que já estava embriagado, e chamou todos para irem embora. O grupo seguiu para o carro, onde as duas teriam continuado a discussão.

Jhonathan, mas uma vez, pediu que ambas parassem com a briga. Nessa hora, Corina disse que pediu ao marido para que se acalmasse, o que acabou gerando discussão também entre o casal.

Para tentar amenizar o clima, ela pediu ao marido para colocar uma música. Corina detalha que não conseguiu conectar o bluetooth do celular ao aparelho do carro, o que irritou ainda mais Jhonthan.

Ele então gritou com ela e os dois seguiram a discussão, até que ela decidiu descer do carro e ir caminhando em direção à Rua J. Tamires. O homem, no entanto, também desceu do veículo e foi atrás da esposa.

“Quando vi estava na porta da minha casa, no Bairro União, e Jhonatan já estava lá, me esperando. Nós discutimos e meu primo acordou e pediu que a gente entrasse e parasse com a briga”, relata.

Foto de documento de Jhonathan Monteiro Oliveira

 

TRAIÇÃO

Segundo Corina, os dois continuaram a discutir e ela exigiu que ele ‘fosse homem’ e assumisse que tinha um caso com a outra mulher. De início, ele teria negado tudo, mas depois assumiu que mantinha uma relação extraconjugal e disse que se a esposa quisesse, ele ligaria para a amante e a chamaria para terminar o caso na frente da companheira.

“Ele ligou e disse que queria falar com ela e marcou para se encontrarem na Praça do Beira Rio, afirmando que eu ia junto porque queria pôr um fim ao caso deles. Nós fomos para o local na minha moto. Quando chegamos lá, ela já estava sentada em um banco. Eu sentei ao lado dela e Jhonatan ficou em pé. Ele disse para ela que me amava e aos nossos dois filhos e queria terminar a relação deles”, detalha a mulher, completando que depois ela e o marido voltaram a discutir.

“Eu disse que ele não ia mudar e que eu não precisava dele e ia embora. Ela ficou lá sentada, sem ação. Jhonthan falou que nós íamos juntos para casa e eu disse que não, porque não queira mais nada com ele e segui em direção à moto. Ele então falou ‘se você for embora eu me mato porque não consigo viver sem você’. Eu pensei que era só mais uma chantagem, porque ele sempre fazia isso, e segui até a moto”, conta.

SUICÍDIO

Ainda de acordo com ela, estranhamente a amante veio atrás dela, a pegou pelo braço e disse para que não fizesse isso, mas Corina pediu que esta a largasse e seguiu. Foi quando ouviu Jhonathan dizer: “Amor, eu vou me matar”. “Eu virei e escutei o estampido, quando ele atirou para o alto. Depois ele apontou a arma para a cabeça e disparou, caindo lá mesmo”, acrescenta, afirmando que entrou em choque e precisou de muita coragem para se aproximar do marido, que dava os últimos suspiros.

Ela diz ainda que ligou para o tio de Jhonthan, Nelson Santana de Oliveira, informando o que tinha acontecido e pedindo ajuda. A cena chamou a atenção de muita gente e uma dessas pessoas pegou a arma usada por Jhonathan para se matar, uma pistola calibre 380, e fugiu do local em um táxi.

As polícias Civil e Militar já têm a identificação desta pessoa e nesta manhã está fazendo diligências para tentar localizá-lo. Segundo o delegado José Aquino, ele pode responder por posse ilegal de arma de fogo, roubo e por alterar cena de crime.

Reportagem: Tina Santos, com informações de Ronaldo Modesto | Grupo Correio de Comunicação

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