Publicidade

Universitários voltam a protestar contra Faculdade Pitágoras

A exemplo de Marabá, no Campus de Parauapebas a instituição de ensino Pitágoras não vive seu melhor momento, já que alunos, principalmente do curso de Direito, reclamam do que qualificam como irregularidades.

As manifestações ocorridas no dia 18 de fevereiro em ambos os Campus são demonstrações claras de que os universitários não deixarão barato, já tendo recorrido, inclusive ao Ministério Público Estadual pedindo providências contra o que entendem ser abusos praticados pela instituição de ensino na relação de consumo.


Entre os vários pontos constantes na denúncia contra a Universidade Pitágoras estão:

Cobrança de juros abusivos praticados pela Faculdade em face de boletos acumulados na transição da mudança de bandeira da instituição, momento em que as cobranças não foram geradas e agora a cobrança é apresentada de uma só vez sem parcelamento e a juros altos; Mudança do modelo de ensino que antes seria totalmente presencial e agora parte dele é à distância, também é apontado como irregular pelos estudantes; Negociações que são feitas através de central telefônica que também desagrada aos universitários que dizem preferir negociar diretamente com os representantes do Campus da instituição de ensino; além dos descontos no valor oferecidos aos novos alunos.

Alunos do Campus de Marabá já haviam ingressado com ação também no MPE, denunciando práticas abusivas nas relações de consumo a Faculdade Pitágoras que figura como alvo de reclamações de alunos em diversas cidades.

Por resposta, o Ministério Público, através da Promotora de Justiça Aline Tavares Moreira, interveio solicitando informações e a adoção das providências necessárias visando atender a demanda; além de enviar cópia do ato judicial ao MEC – Ministério da Educação e Cultura, solicitando as informações sobre a existência de irregularidades na mudança do método de ensino da instituição de ensino que antes era 100% presencial e agora pelo menos 40% está no sistema EAD (Ensino à Distância).

Situação atual em Parauapebas – No dia 20 de fevereiro um grupo de alunos da Faculdade Pitágoras Parauapebas que compõe o “MOVIMENTO JUNTOS SOMOS MAIS FORTES”, se dirigiram ao MP (Ministério Público Estadual) com um dossiê contra a referida intuição a título de oficializar uma denúncia, cujo documento foi entregue também à presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil de Parauapebas).

De acordo com a liderança do movimento as manifestações continuarão acontecendo, sendo que, hoje, 2 de março, segunda-feira, a partir das 18h30min os alunos dos cursos de Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Administração da unidade Parauapebas estarão em manifestação pacifica, em defesa dos interesses difusos e coletivos na qual pleiteiam em juízo ação contra a referida instituição em frente ao prédio da faculdade.

Em nota emitida pela liderança do Movimento Juntos Somos Mais Fortes, é pedida a presença dos veículos de comunicação, cuja preocupação, conforme lê-se na nota é “manter a integridade física dos manifestantes, já que, de acordo com diversas notícias veiculadas em vários sites e nos meios de comunicação falados, alunos da faculdade Pitágoras Parauapebas tem se manifestado contrário aos objetos atuais impugnados pelo corporativo, objetos esses que fogem da relação de consumo firmada entre as partes no início da relação de consumo, os discentes movidos por total amparo legal e embasados nos devidos procedimentos legais exigidos vem aos senhores informar acerca da manifestação e pedir auxílio na finalidade de garantir o pleno exercício do direito constitucional e livre liberdade de expressão no direito de se manifestar”.

Nota da Pitágoras

Através de sua Assessoria de comunicação, a Faculdade Pitágoras encaminhou nota ao Pebinha, confira abaixo na íntegra:

“A instituição informa que a definição sobre a metodologia e a modalidade de oferta de disciplinas é feita de modo a preservar as características dos projetos pedagógicos de seus cursos e seu modelo acadêmico, sempre observando a regulamentação do MEC. Continuamos atentos às tendências e exigências do mercado em relação às competências para o presente e o futuro das profissões. A instituição permanece à disposição para sanar quaisquer dúvidas adicionais”.

Compartilhe essa notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Tags

Veja também

Fechar Menu