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Vale aumenta produção em Carajás no 1º trimestre de 2015

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Relatório de Produção da Vale referente ao primeiro trimestre deste ano, o chamado 1T15, foi divulgado hoje de manhã e abalou geral o mercado de commodities e as bolsas de valores. A Vale e sua subsidiária Samarco despejaram quase 79,3 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro na praça (74,52 Mt extraídos pela própria Vale no Brasil; 2,9 Mt comprados pela Vale de terceiros; e 1,8 Mt correspondentes a sua fatia de 50% de participação na Samarco).

No frigir dos ovos, a Vale aumentou em 4,5% sua produção física em relação aos mesmos três meses do ano passado, sendo 4,9% de crescimento tomando-se por base a produção própria.
Vamos, então, geolocalizar parte dessa produção neste imenso quintal chamado Pará.


PFC E SERRA LESTE
Os municípios de Parauapebas (Projeto Ferro Carajás) e Curionópolis (Projeto Serra Leste) contribuíram com 27,5 Mt de minério de ferro à produção total da Vale no trimestre, muito mais que as 23,4 Mt extraídas no mesmo período de 2014. No entanto, a produção dos três primeiros meses de 2015 fica atrás dos três últimos meses de 2014, o que, segundo a mineradora, se deve especialmente a fatores climáticos (o período de inverno amazônico).

Nas entranhas de Parauapebas, a Vale botou para funcionar a mina de N4WS, extraindo e processando a primeira camada de minério (canga) com 64,7% de teor de ferro, e fósforo acima dos níveis normais. No segundo semestre deste ano, a empresa espera extrair minério de alto teor de ferro com menores níveis de contaminantes.

Ainda em Parauapebas, a Vale botou quente em cima da mina do Azul, de manganês. De lá saíram 407 mil toneladas do minério ante 332 mil toneladas extraídas no primeiro trimestre do ano passado. O crescimento é da ordem de 22,8%. Apesar disso, a mina do Azul, que está em operação desde 1985, será a primeira a dar adeus em Parauapebas, já que, conforme a própria Vale em seu Relatório Anual divulgado no final de março deste ano, a reserva de manganês será finada em 2028 – e o último que sair, por gentileza, apague a luz.

SALOBO E SOSSEGO
Agora é oficial: a mina de cobre do Salobo, em Marabá, se tornou a principal da Vale no país, tanto em rentabilidade quanto, sobretudo, em produção. No trimestre, Salobo ultrapassou a mina do Sossego, localizada em Canaã dos Carajás, e se destacou como a operação da empresa – entre todas – que mais cresceu em produtividade física.

Nos primeiros três meses deste ano, Salobo produziu 35,3 mil toneladas de cobre ante 21,1 mil no primeiro trimestre do ano passado. Em termos percentuais, é um extraordinário avanço de 67,4%, amparado, particularmente, pelo “rump-up” da expansão do projeto Salobo (conhecido como Salobo 2) . Em ascensão total, Salobo avançou 11,7% em relação às 31,6 mil toneladas produzidas nos últimos três meses de 2014.

A mina do Sossego, sem muita novidade, produziu 27,1 mil toneladas de cobre no primeiro trimestre deste ano ou 3,3% a mais que as 26,3 mil toneladas do mesmo período do ano passado. De acordo com a Relatório Anual da Vale, a mina do Sossego, que começou a operar com pompa e circunstância em 2004, será exaurida em 2024, exatamente 20 anos depois. Já Salobo, que teve início em 2012, só deve pendurar as chuteiras daqui 50 anos.

A reserva medida, provada e provável do Salobo é, conforme a Vale, de 1,18 bilhão de toneladas métricas secas com teor de cobre de 0,67%. A reserva do Sossego, após mais de uma década de extração, é de apenas 126,6 milhões de toneladas, com teor de cobre relativamente melhor: 0,7%.

ONÇA-PUMA
De Ourilândia do Norte vieram 6,1 mil toneladas métricas de níquel no trimestre, um aumento de 12,7% no comparativo com as 5,4 mil toneladas do primeiro trimestre do ano passado. A mina de Onça-Puma, que entrou em ação em 2011, deve seguir firme até 2056, já que a Vale estima haver 98,7 milhões de toneladas métricas de níquel explotável brotando nos arredores do projeto de Ourilândia.

A expectativa do mercado é, agora e ainda mais, para o próximo dia 30. Nessa data, a Vale falará de dinheiro, isto é, serão divulgados seus números financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2015. E, para ela e seus investidores, é isso o que importa, especialmente porque a mineradora tem enfrentado dificuldades para respirar lucro com a tonelada de minério de ferro andando de patins na casa dos 50 dólares a tonelada.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Arquivo

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