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Vânia Monteiro, de faxineira à secretária de Assistência Social de Parauapebas

“Antes de sermos um bom profissional, precisamos ser um bom ser humano”. A frase humanística, dita sob um olhar realista e cheio de empatia, revela a sensibilidade de uma assistente social que muito já fez e tem feito por Parauapebas quando se trata de pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica: Vânia Monteiro.

Nascida em Paragominas, casada, com três filhos e dois netos, Vânia poderia ter seguido outra profissão, inclusive mais rentável, porque capacidade nunca lhe faltou. Mas não poderia fazer isso, afinal ela nasceu e cresceu em meio a dificuldades que desejou combater para ter uma vida melhor ao lado dos pais Francisca e Antônio Delfino.

Para isso, precisou arregaçar as mangas ainda muito cedo. Antes de cursar Serviço Social em uma universidade, Vânia complementava sua renda com serviços de faxina e venda de serviços gráficos para ajudar no sustento da família.

“Não decidi ser uma assistente social por acaso. Fui usuária da política de assistência social por anos, e foi aí que vi a necessidade de aprimorar meus conhecimentos para lutar por essas pessoas que não estão pedindo nenhum favor, apenas que seus direitos sejam garantidos, respeitados pelo poder público. Já estive e me mantenho no lugar dessas pessoas; tenho a exata compreensão do que elas sentem e precisam”, frisa Vânia Monteiro.

 

Foi como entrevistadora social que ela começou a trabalhar na Secretaria Municipal de Assistência Social de Parauapebas, a Semas. Foram quatro anos visitando famílias carentes, conversando com elas e sabendo de seus anseios e suas dores. Foram quatro anos facilitando o acesso dessas famílias aos programas sociais.

Tanto conhecimento da realidade social em Parauapebas deu condições a Vânia Monteiro contribui com a criação e regulamentação da Unidade de Serviço Socioassistencial Pipa. À época, Vânia sequer sonhava em ser titular da e estava como direto Técnica da Semas, função que somente abraçou em 2021. Como secretária, deixou importantes contribuições para a assistência social de Parauapebas.

Na gestão de Vânia Monteiro, foram implantados o Centro Dia, uma unidade específica para as pessoas com deficiência, que transformou Parauapebas na segunda cidade do Pará a oferecer esse tipo de serviço; a Coordenadoria da Pessoa com Deficiência; e o Cras Volante Altamiro Borba, na Vila Palmares II.

Ainda como secretária, Vânia Monteiro direcionou o Cadastro Único (CADÚnico) para um espaço apropriado para o atendimento à população e contribuiu para a implantação do Pescap, na Feira dos Produtores.

Com mais de 12 anos dedicados à Semas, Vânia Monteiro enxerga os avanços da assistência social em Parauapebas, mas vê com preocupação a celeridade do crescimento de um município que, em menos de dez anos, viu sua população aumentar de 183,3 mil habitantes, no ano de 2014, para 266,4 mil, em 2022, segundo os dados do IBGE.

“A cidade está se expandindo rapidamente. E não podemos perder nossos olhares sobre as pessoas em situação de vulnerabilidade social até porque, infelizmente, em 2022, o Brasil voltou ao Mapa da Fome depois de oito anos fora da lista. Não queremos que esta situação triste e preocupante chegue a Parauapebas, uma cidade que tem, sim, seus problemas, mas não a miséria que destrói tantas famílias”, observa Vânia Monteiro.

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