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Vereador repudia ação da Polícia Militar durante manifestação na Portaria de Acesso à Carajás

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Durante a Sessão Ordinária que foi realizada na tarde desta terça-feira (8), o vereador Israel Pereira Barros, o Miquinha (PT) criticou duramente a atuação de homens da Polícia Militar durante uma manifestação que ocorreu na manhã desta terça-feira (8) na Portaria de Acesso à Carajás.

Miquinha disse que repudia veementemente a força exagerada usada pelos policiais. “Enquanto estava sendo realizado aqui na Câmara Municipal de Parauapebas um bonito evento em alusão ao Dia Internacional da Mulher, Policiais Militares estavam batendo em nossas mulheres na Portaria de Acesso à Carajás, inclusive disparando tiros com balas de borrachas e bombas de efeito moral durante uma manifestação que estava sendo feita por nossas companheiras. Repudio essa ação e peço à mesa diretora deixe isso registrado nos anais desta Casa de Leis”, enfatizou o parlamentar.


Motivo da manifestação

Hoje comemora-se em todo o mundo o Dia da Mulher, entre a pauta da manifestação das mulheres ligadas ao MST, estão a tragédia ocorrida em Mariana-MG, onde barreiras de rejeitos de minérios ocasionaram vários problemas aos munícipes e principalmente à natureza e também sobre as autorizações para se ter acesso ao Núcleo Urbano de Carajás.

As manifestantes derramaram nas proximidades da Portaria de Acesso à Carajás lama e outros materiais que lembram a tragédia de Mariana-MG.

O ato faz parte do calendário nacional do MST, sendo assim, ocorreu em diversos Estados onde a Vale explora minérios, sendo mais focado no Pará e Minas Gerais.

Ayala Ferreria, Coordenadora do MST, explicou à reportagem do Pebinha de Açúcar que a manifestação trata-se de um ato simbólico e pacífico tendo como principal pauta as reivindicações das trabalhadoras.

Desde o dia 6, domingo, foi iniciado o processo de formação tendo reunido mulheres de todos os acampamentos e assentamentos da Via Campesina para fazer debates e entender o atual momento. “Chegamos ao consenso que a Vale deveria ser pautada, para que pudéssemos dizer a ela que não está acima do bem e do mal, nem dos problemas sociais, ambientais ou econômico que atravessamos”, diz Ayala, reafirmando que a Vale é responsável por todas as mazelas, a começar pelo Massacre dos Trabalhadores Rurais ocorrido na “Curva do S” há 20 anos.

A coordenadora disse que não tiveram, em nenhum momento, a intenção de interditar a portaria da FLONACA, mas apenas de manifestar. Fez parte do ato simbólico a produção de lama para que todos os que passam por ali vejam a lama que a Vale produz e que, a exemplo do ocorrido em Mariana-MG, poderá trazer problemas futuros.

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