Vereadora Eliene solicita instalação de ouvidoria e cursos de idiomas para mulheres

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A vereadora Eliene Soares (MDB) apresentou duas indicações na sessão da última terça-feira (8), propondo ao Poder Executivo que instale uma Ouvidoria da Mulher para escuta especializada e focada nas demandas femininas (Indicação nº 37/2022); e crie um programa de qualificação, por meio da oferta de cursos de idiomas, para mulheres desempregadas (Indicação nº 38/2022).

Ouvidoria da Mulher


Para este pedido, a vereadora revela que 120 mil mulheres residem atualmente em Parauapebas. Destas, 30 mil ainda são meninas e 40 mil são adultas desempregadas, muitas delas dependentes do sustento do marido, sem autonomia financeira e expostas à fome, às doenças, ao abandono e às diversas formas de violência.

“Somos muitas, temos muitas demandas e muito a contar. Precisamos ser escutadas. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, precisamos — mulheres e homens — refletir sobre as lutas históricas que temos travado e de que participamos”, destacou Eliene Soares.

Segundo a parlamentar, em Parauapebas há uma população de mulheres maior que cidades inteiras, ávida por políticas públicas que lhes sejam especialmente dedicadas. Diz que a mulher atual não quer meramente ser exclusividade: ela quer alcançar os espaços pelos quais têm lutado, matando um leão por dia e, muitas vezes, carregando marcas e cicatrizes no corpo e na alma que nem todo o dinheiro do mundo pode pagar ou apagar.

“Por isso, indico ao Poder Executivo que instale uma Ouvidoria da Mulher, em consonância com a política pública do gênero, a fim de dar suporte e prestar atendimento especializado às 120 mil mulheres nas áreas da saúde, educação, geração de renda, desenvolvimento social, cidadania e segurança, entre outras pautas que lhes digam respeito”, reforça.

Cursos de idiomas

De acordo com balanço atualizado em fevereiro pela Justiça Eleitoral apresentado pela legisladora, o município de Parauapebas conta hoje com 33.700 mulheres com mais de 16 anos e com ensino médio completo. Dessas, apenas 14 mil estão ativas no mercado de trabalho. Das 9.800 mulheres com ensino superior completo ou incompleto, apenas quatro mil estão formalmente empregadas.

“Se levarmos em conta as 21.400 mulheres com mais de 16 anos que são analfabetas ou tenham apenas o ensino fundamental incompleto, a situação é dramática, pois apenas três mil delas têm emprego e, por consequência, uma renda para colocar o pão nosso de cada dia à mesa”, aponta a vereadora.

Para solucionar esta dramática situação ou, pelo menos, amenizar, Eliene Soares, vislumbrando o mercado de turismo que se apresenta no município, sugere que a prefeitura oferte cursos de idiomas para as mulheres da cidade.

“Aprender inglês e espanhol, por exemplo, já não é mais um luxo, mas uma necessidade, assim como não mais conseguimos viver sem celular e aplicativos de mensagem para nos conectarmos. Se queremos receber turistas e investidores, não apenas do Brasil, mas também de outras partes do mundo, o mínimo que temos de fazer é investir em cursos de qualificação de idiomas, para permitir que a população possa se comunicar com os visitantes”, defende a vereadora.

Depois de serem lidas em plenário pela autora, as duas indicações foram aprovadas pelos demais vereadores e encaminhadas à prefeitura para passar por análise.

 

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