Vereadora sugere que se decrete “Estado de Calamidade” na saúde pública de Parauapebas

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A vereadora Luzinete Rosa Batista (PV) dedicou seu tempo de cinco minutos, nas explicações pessoais da Sessão Ordinária realizada na última terça-feira (19) na Câmara de Parauapebas para detalhar a situação da saúde pública em Parauapebas, segundo a parlamentar.

Irmã Luzinete conta que na segunda-feira, 18, ela esteve com outros vereadores, visitando mais uma vez o Hospital Municipal Teófilo Soares, quando fizeram três reuniões: uma com o diretor do hospital, outra com o diretor administrativo e ainda com os médicos.


“Saí de lá preocupada, o negócio é mais feio do que eu pensava”, resume Luzinete, detalhando ainda que no Hospital Municipal não tem papel para fazer o receituário, estão copiando porque não tem papel; não tem envelopes para colocar os resultados dos exames de Raio X; não tem medicamentos, falta medicamentos que custa R$ 0,20; das 11 ambulâncias que carregam o povo para Marabá, Belém, Tucuruí, Redenção e outros lugares, nove estão quebradas, só duas funcionam; das 83 equipes de saúde do Pronto Socorro Municipal, número necessário para funcionar,- composta por um médico, um enfermeiro, em técnico de enfermagem, de seis, existem 12 agentes de saúde, um odontólogo e um técnico em odontologia, – só tem 18 equipes funcionando precariamente.

Revelação forte a vereadora fez sobre a situação nos PSF (Postos de Saúde da Família) onde a parlamentar contou que há uma ordem dada para que todos os pedidos de exames especializados sejam engavetados, por que não tem contrato com laboratórios para fazer. Tratam-se dos seguintes exames: tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia, endoscopia, densitometria óssea e outros de grande importância.

Ainda segundo a vereadora, quem afirma isso são os médicos. “E sendo que o Hospital Municipal não tem estes equipamentos, é indispensável que se tenha contratos com clínicas particulares, e não tem. Não tem contratos também para consertar as ambulâncias”, admira-se Luzinete, sugerindo que se decrete “Estado de Calamidade”. Ela qualifica a situação como “uma vergonha, ouvir isso dos profissionais de saúde que estão estuando a decisão de pedir demissão em massa”.

Reportagem e foto: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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