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Vigilância Ambiental divulga números da Leishmaniose em Parauapebas

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Em um trabalho de levantamento feito pela Vigilância Ambiental, concluiu-se que em Parauapebas foram confirmados 14 casos de leishmaniose visceral em 2017, com incidência de 6,92/100.000 habitantes, número cinco vezes maior ao apresentado no ano de 2016 (1,02/100.000 habitantes).

Quanto ao gênero, os homens predominam em 71,43% dos casos. Destaca-se o perfil dos indivíduos acometidos pela doença, homens na faixa etária de 20 a 49 anos, em sua maioria, trabalhadores que exercem atividades laborais em projetos de exploração mineral na Serra dos Carajás, ou trabalhadores rurais. Dos 104 casos confirmados em 2017, 96 são autóctones do município, isto é, contraíram a doença em Parauapebas.


Analisando a distribuição espacial destes, percebe-se que a zona rural aparece como endereço de apenas 14,58% (14/96) dos casos, evidenciando que os 85,42% (82/96) dos casos com endereço na zona urbana que contraíram a doença devido a sua atividade laboral exercida em área de mata.

A faixa etária mais acometida está entre 20 e 34 anos, representando 38,46% dos casos, em seguida está a faixa etária de 35 a 49 anos, com 37,5% dos casos em 2017. Em 2016 foi observado o mesmo perfil, com 47,17% dos casos apresentados na faixa etária de 20 a 34 anos, e com 24,53% entre 35 a 49 anos.
Os homens em todos os anos pesquisados aparecem como maiores incidentes de apresentação da doença.

Pesquisado também o número de incidência da doença por bairros, notou-se que os bairros: Cidade Jardim, Rio Verde e Liberdade estão disparados no número de casos; em situação próxima estão os bairros Da Paz, Guanabara e Populares II; enquanto que bairros periféricos e vilas pontuam com baixos números da doença.

Mas a doença em caso mais grave, conhecida como Leishmaniose Visceral (Calazar) teve 14 casos confirmados em 2017, com incidência de 6,92/100.000 habitantes, número cinco vezes maior ao apresentado no ano de 2016 (1,02/100.000 hab.); metade dos casos foi confirmada em crianças com idade abaixo de 10 anos. Quanto ao gênero, os homens predominam em 71,43% dos casos.

Entre os anos de 2013 e 2017, foram confirmados dois óbitos por LV, um em 2013 e um em 2017. A taxa de letalidade em 2017 foi de 7,14% (1/14) sendo que dos 14 casos confirmados em 2017, 12 são autóctones do município.
Analisando a distribuição espacial destes, verifica-se que o bairro Nova Vitória apresenta o maior número de casos, onde teve três vezes mais o número de casos em relação a bairros considerados periféricos, entre eles, Tropical, Céu Azul, Guanabara e ainda um bairro que abriga o centro financeiro da cidade, o Cidade Nova.

 

Ações desenvolvidas pela Vigilância Ambiental; conheça algumas delas:

Palestras em escolas, igrejas, hospitais, postos de saúde, empresas etc., abordando a forma de prevenção à doença e combate ao vetor;

Testes Rápidos Caninos;

Encaminhamento de material biológico para exames de leishmaniose visceral canina. O material coletado é encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública – LACEN, em Belém/PA;

Acompanhamento de animais suspeitos de LV canina;

Controle químico do vetor por meio da utilização de inseticida de ação residual (longa duração), sendo recomendado para a proteção coletiva. Esta medida é direcionada para a eliminação do inseto adulto e tem como objetivo evitar e/ou reduzir o contato entre o inseto transmissor e a população humana, consequentemente, diminuir o risco de transmissão da doença. Essa medida é realizada em áreas com registro do primeiro caso autóctone de LV humano, imediatamente após a investigação entomológica;

Vigilância entomológica por meio de armadilhas distribuídas em diversos pontos da cidade. Conforme relatório de monitoramento realizado pela equipe técnica do LAENT/LACEN em conjunto com os Agentes de Combate às Endemias de Parauapebas, verificou-se que de 405 insetos capturados 376 pertenciam à espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da leishmaniose visceral. Os demais não apresentam importância médica entomológica.
Foi graças a estes trabalhos que se detectou e captou Lutzomyia longipalpis nos bairros: Céu azul (área de ocupação), Parque das Nações, Vila Rica, Nova Vitória e Novo Paraíso. Destes, o setor com maior incidência quanto à presença do vetor Lutzomyia longipalpis foi a área de ocupação denominada Céu Azul.
Mas, contudo, a Vigilância Ambiental concluiu que as leishmanioses no município vêm se comportando numa tendência similar à encontrada no restante do país, ocorrendo em ambos os sexos e em todas as faixas etárias.

Reportagem: Francesco Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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