Xingu fará primeira aparição pública neste domingo no BioParque Vale Amazônia

Filhote de onça-pintada nascido em Carajás será a grande atração do último dia da programação especial de férias, que começou nesta sexta-feira (17) e segue até domingo (19)

A programação especial de férias do BioParque Vale Amazônia começou nesta sexta-feira (17) e segue durante todo o fim de semana com diversas atividades voltadas para crianças e adultos. O grande destaque, porém, está reservado para o domingo (19), quando acontecerá a aguardada primeira aparição pública de Xingu, filhote de onça-pintada nascido no parque e que recentemente completou seis meses de vida.

A expectativa é que visitantes de toda a região compareçam ao BioParque para conhecer o novo morador, considerado mais um importante símbolo do trabalho de conservação da fauna amazônica desenvolvido na Floresta Nacional de Carajás.

Segundo o médico-veterinário do BioParque Vale Amazônia, Nereston de Camargo, Xingu vive uma fase importante do desenvolvimento e está passando por uma adaptação gradual ao recinto maior.

“O nascimento de Xingu foi mais um marco para a conservação da espécie. Aqui no BioParque é feito trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental às espécies com condições adequadas para a sua reprodução e desenvolvimento. Agora ele chegou numa idade de aprendizados com a mãe. A ampliação do espaço permite que ele explore mais o ambiente e aprenda com a mãe etapas importantes. Aos seis meses, ele está agora em adaptação ao recinto maior, em um processo gradual de crescimento e aprendizagem”, explica.

Filho das onças-pintadas Marília e Zezé, Xingu é o sétimo filhote da espécie nascido no BioParque nos últimos 12 anos e o terceiro com genética do Cerrado. Nesta nova etapa da vida, ele começa a desenvolver habilidades naturais, como nadar, correr, escalar árvores e afiar as unhas nos troncos, sempre acompanhado pela mãe e monitorado pela equipe técnica do parque.

Marília foi resgatada de um cativeiro ilegal, enquanto Zezé nasceu em uma instituição de conservação em Goiás e descende de animais também retirados de situações irregulares. Por terem sido criados sob influência humana, ambos não podem retornar à natureza. Hoje, juntamente com Xingu, ajudam a conscientizar os visitantes sobre os impactos do tráfico de animais silvestres e a importância da preservação das onças-pintadas.

Programação de férias segue até domingo

Além da oportunidade de conhecer Xingu, o público poderá aproveitar uma programação especial preparada para as férias escolares. Entre as atrações estão oficinas de biojoias, produção de bombas de sementes, pintura e confecção de máscaras, personalização de ecobags, jogos educativos e apresentações culturais de capoeira.

As atividades foram planejadas para aproximar crianças e adultos da biodiversidade amazônica por meio de experiências educativas e interativas.

Referência em conservação da fauna

Prestes a completar 41 anos de atuação, o BioParque Vale Amazônia é reconhecido nacionalmente pelos trabalhos de pesquisa, conservação e educação ambiental. Ao longo de sua história, o espaço já registrou o nascimento de diversas espécies ameaçadas de extinção, como ararajuba, arara-azul, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-pintada, onça-parda, anta, guariba-de-mãos-ruivas, queixada e caititu.

O parque conta com 29 recintos que reproduzem os habitats naturais de felinos, aves, répteis e primatas, além de atrações como o viveiro de imersão, a coleção entomológica com cerca de 1.100 insetos e o formigueiro, que permite aos visitantes observar o funcionamento das colônias subterrâneas.

Administrado e mantido voluntariamente pela Vale, o BioParque está localizado na Floresta Nacional de Carajás e funciona de terça a domingo, das 9h às 16h. O acesso é autorizado pelo ICMBio e pode ser solicitado na portaria da Flona Carajás ou pelo sistema oficial de autorização.

A expectativa é de que a primeira apresentação pública de Xingu seja um dos momentos mais marcantes da programação de férias deste ano, reunindo famílias, turistas e amantes da fauna amazônica em torno de uma história de conservação e esperança para a espécie.

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