Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

26 empresas têm interesse em se instalar no Distrito Industrial de Parauapebas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Ainda neste semestre, o Distrito Industrial de Parauapebas (DIP) vai começar a receber toda infraestrutura necessária para o seu pleno funcionamento, o que vai atrair para o município dezenas de empresas. É mais emprego e renda para Parauapebas, com a prefeitura agora mirando novas matrizes econômicas para que o município decrete sua independência do setor mineral.

Atualmente, sete empresas de médio e grande porte estão instaladas no DIP – entre as quais uma é multinacional – e outras duas estão se instalando, assim como uma empresa de terraplenagem. Todas estão ali porque apostam no potencial do município e que, para funcionar, compraram geradores de energia que custam mais de R$ 100 mil e perfuraram poços artesianos.


Outras 26 empresas têm interesse em se instalar no distrito. Um número expressivo para que Parauapebas comece a andar com as próprias pernas. “A industrialização se faz necessária porque não podemos ficar dependendo de uma única matriz econômica”, reforça o coordenador do DIP, João Maciel.

Justamente por isso a Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden) deu início à legalização do DIP enquanto o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaep) já começou a providenciar o que é necessário para o fornecimento de água para o distrito e tratamento de esgoto. Procuradas pela Seden, aCelpa e uma provedora de internet também se disponibilizaram a levar seus serviços para a área.

Essas e outras providências para o DIP foram anunciadas pelo secretário municipal de Desenvolvimento, Isaías de Queiroz, e por João Maciel em reunião realizada na segunda-feira, 13, com um grupo de empresários e que contou com presença de representantes do Saaep, Celpa e Internet.

Alavancar o DIP será prioridade da Seden, assegurou Isaías de Queiroz, que orientou as empresas interessadas em se instalar no distrito a procurar a secretaria, para renovar e atualizar o cadastro. “Se você estiver com a documentação toda legalizada, qualquer banco vai querer financiar a sua empresa”, observou o secretário, para arrematar: “Isso daqui, em dois ou três anos, estará completamente diferente”.

Na reunião, Adones Cotrim, consultor de Grandes Clientes da Celpa, foi bastante cobrado por alguns empresários, que responsabilizaram a concessionária de desinteresse em atender o DIP. “A Celpa está disposta a fazer o que for necessário, mas nós não podemos trabalhar com especulação. Precisamos que as indústrias comecem a nos procurar, para sabermos das suas necessidades”, explicou Cotrim.

O consultor afirmou que a Celpa tem “energia disponível sobrando” para atender Parauapebas, mas para que o serviço seja instalado no DIP é preciso que a concessionária tenha todas as informações para se planejar, como a quantidade, tamanho e capacidade das empresas que serão instaladas no distrito, para, a partir daí, mensurar o volume de carga de energia para a região. “O que for de responsabilidade da concessionária, nós vamos arcar”, assegurou Cotrim.

O coordenador do DIP, João Maciel, estima que, em quatro anos, o distrito já estará com 15 empresas em pleno funcionamento. Com uma área de 40 alqueires, no Km 24 da PA-160, o DIP está localizado num ponto estratégico para qualquer bom empreendedor: entre as minas de ferro, de Parauapebas, e as de cobre, de Canaã dos Carajás.

Presente na reunião, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (Acip), Humberto de Araújo Costa, reconheceu que o desafio “é grande”, mas que será vencido diante da disposição do governo municipal em enfrentá-lo.

Para Humberto Costa, a economia brasileira começa a dar sinais de que está saindo da recessão que levou muitas empresas a fecharem as portas. E a Acip, afirmou o empresário, se coloca à disposição do poder público para alavancar o distrito industrial antes que as empresas, decididas a investir em Parauapebas, mudem de ideia e escolham Marabá ou Canaã dos Carajás, como já ocorreu.

“Essa reunião e a pretensão do poder público, da Seden, é fantástica. Eu parabenizo o governo e a Acip se coloca à disposição para colaborar e fomentar o distrito industrial”, disse Humberto Costa.

Reportagem: Hanny Amoras

Publicidade

Veja
Também