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Com expectativa de gerar 6 mil empregos, novos projetos da Vale devem impulsionar arrecadação

A Vale vai investir em novos projetos no sudeste do Pará, visando a maior eficiência e competitividade de suas operações no Estado. As obras e a atividade mineral desses novos projetos deverão movimentar a economia local com a geração de trabalho e renda, arrecadação de impostos e tributos e com a aquisição de produtos e insumos na região. O anúncio foi feito em coletiva com a imprensa nesta quinta-feira (29), durante apresentação do balanço de atuação da empresa em Parauapebas no terceiro trimestre de 2018.

Serão US$ 1,7 b (1 bilhão e 700milhões de dólares) na execução de novos projetos. Destaque para Salobo 3 (que corresponde à segunda ampliação de beneficiamento de Salobo, empreendimento que já opera desde 2012), em Marabá, e o Projeto Gelado, em Parauapebas. A previsão é que 6 mil postos de trabalho temporários sejam gerados no pico das obras em 2020.

Alças viárias que serão construídas pela Vale em Parauapebas

 

Paralelo aos projetos para a manutenção da capacidade de produção, a empresa irá executar obras voltadas para a melhoria da mobilidade urbana em Parauapebas. Serão construídos dois viadutos no bairro Nova Carajás e realizada a adequação do viaduto da PA 275, para o melhor e mais seguro trânsito na entrada e saída da cidade. As obras são condicionantes pela implantação do ramal ferroviário. Também será executada obra de revitalização da estrada da Apinha, que deverá reduzir o fluxo de veículos no centro da cidade e na estrada Raimundo Mascarenhas, que dá acesso ao Núcleo Urbano de Carajás e às operações do Complexo de Carajás, em Parauapebas.

Articulação com Sine e Acip

Como todo projeto de construção civil, as obras terão começo, meio e fim. Com um período de maior efetivo de trabalhadores temporários no pico de obras, previsto para meados de 2020. A mobilização será gradativa, ou seja, conforme o avanço das etapas dos projetos. A expectativa da empresa é de que os projetos movimentem a economia local. Uma ação prevista que deve contribuir com a economia é a articulação das contratadas com os órgãosrepresentativos como o Sine e as associações comerciais e industriais da região.

“Mais uma vez, em um cenário de poucos investimentos no Brasil, a Vale empreende, investe em novos projetos. A nossa expectativa é por uma forte articulação entre asempresas contratadas, Sine e associações comerciais e o envolvimento delas também com o desenvolvimento da região, a fim de priorizar a contração de mão de obra e de produtos e serviços”, diz o gerente executivo de Projetos, Carlos Miana.

Em Parauapebas – Projeto Gelado

Na Serra dosCarajás, o maior dos projetos previstos é o Gelado, recentemente aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, mas que ainda aguarda a licença ambiental. Caso licenciado, as obras devem durar cerca de dois anos. No momento de maior volume de atividades, em 2020, a previsão é de que 1.500 pessoas estejam trabalhando.

O projeto orçado em US$ 428 milhões, envolve a construção da estrada da Apinha, implantação de planta de concentração magnética e a recuperação do minério proveniente das barragens, reduzindo ao mesmo tempo a quantidade de rejeito nas estruturas e eliminando a necessidade de novas barragens.

Os dois outros projetos em Carajás, com investimentos previstos em US$ 184,5 milhões, demandarão cerca de 1 mil trabalhadores e consistem na montagem de equipamentos e estruturas na linha de produção do minério nas áreas de britagem e implantação de correias transportadoras.

Vista aérea da usina de Salobo. Foto: Ricardo Teles

 

Em Marabá – Projeto Salobo 3

O Conselho de Administração da Vale também aprovou o investimento de US$ 1,1 bilhão no projeto de cobre Salobo III, que compreende a segunda expansão da operação da maior operação de cobre da Vale no Brasil, desde que entrou em funcionamento em 2012, aumentando a capacidade de beneficiamento da unidade. O projeto engloba um terceiro concentrador e utilizará a infraestrutura existente. Conforme o pedido de licença, as obras devem durar três anos, sendo que, em 2020, no pico da construção 3.200 pessoas deverão estar trabalhando nas atividades. O projeto deve movimentar a economia local.

Abaixo, confira também alguns destaques do Balanço de Atuação da empresa no 3º trimestre em Parauapebas apresentado também na coletiva:

R$ 374 milhões em compras locais

R$ 111,9 milhões em arrecadação CFEM

R$ 8,5 milhões em ISS

16 mil empregos entre próprios e terceiros permanentes

830 jovens em formação pelos Programas Porta de Entrada

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