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Ação da Adepará recolhe embalagens vazias de agrotóxicos em Parauapebas

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Uma ação itinerante da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) em parceria com a Associação do Comércio de Insumos Agropecuários de Marabá e Região (Aciamar) atendeu na última quinta-feira (20) cerca de dois mil produtores rurais de Parauapebas. Eles fizeram a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos usadas nas lavouras sem percorrer grandes distâncias.

No total foram arrecadadas mais de 700 embalagens, que serão encaminhadas para a central de recebimento localizada em Paragominas, nordeste paraense. Existem ainda outros dois postos de coleta no Pará, em Marabá e Redenção. Para o gerente de Revendas de Insumos Vegetais da Adepará, Leônidas de Castro, ações itinerantes são importantes, principalmente, para os pequenos produtores, pois diminuem as distâncias entre os pontos de coleta e produtos, facilitando o descarte correto.


A entrega das embalagens é de responsabilidade do produtor rural, que deve destinar o material a um dos três pontos de coleta existentes no Pará no prazo de até um ano. Da central, todas as embalagens são encaminhadas ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), em São Paulo, responsável por fazer a reciclagem ou incineração do material.

O descarte correto das embalagens vazias de agrotóxicos, por lei, deve ser compartilhado entre toda a cadeia agrícola. “Enquanto os produtores devem armazenar corretamente as embalagens após o uso e entregá-las nos postos de coleta, os pontos de venda devem informar adequadamente onde a entrega pode ser feita. Já a indústria de agrotóxicos é responsável pela destinação final das embalagens, seja reciclando, para uso no setor elétrico, por exemplo, ou incinerando, quando o material está contaminado e não permite a reciclagem”, explica Leônidas Castro.

Ao poder público cabe desde o registro dos agrotóxicos que podem ser usados no Estado até a fiscalização do transporte desses produtos, venda e uso no campo. O diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Ivaldo Santana, afirma que esse trabalho é fundamental para garantir o potencial da agricultura paraense e também a segurança alimentar da população.

“O uso do agrotóxico, se aplicado de forma correta, não traz nenhum prejuízo às lavouras, nem à saúde humana, até porque existe um período residual a partir do qual ele sai da planta. Agora, é preciso que todas as normas sejam cumpridas. Por exemplo, a colheita só pode ser feita após esse período residual, e é preciso que a aplicação seja feita a favor do vento, que o aplicador use todos os equipamentos de segurança necessários e assim por diante”, enumera Santana. A Adepará é o órgão responsável por esse trabalho no Estado e, além da fiscalização, também faz a educação sanitária, orientando os produtores sobre as práticas corretas na manipulação dos produtos.

Os agrotóxicos são usados na agricultura para protege-la de doenças ou pragas que possam causar danos tanto na produtividade quanto para o consumo humano. O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e, devido a essa alto grau de produtividade, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos.

Reportagem: Rafael Sobral / Agência Pará

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