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Advogado tem celular apreendido na 20ª Seccional de Polícia Civil

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Jailson Lucena da Silva – Delegado

Recém lotado na 20ª Seccional de Polícia Civil, em Parauapebas, o Delegado Jailson Lucena, vem se dispondo a prestar seus serviços para atender a comunidade. Em um dos seus plantões, ocorrido na noite desta quinta-feira (19), um fato curioso foi registrado, tendo em vista que um advogado teve seu celular apreendido após se envolver com registros de procedimentos dentro da delegacia.

O delegado conta que a Polícia Militar fez a apresentação de um cidadão identificado como Ramon Felipe Santos, detido por estar alterado por força de bebidas alcoólicas, motivo que ameaçava agredir seu pai com uma garrafa de vidro na residência da família. Ainda de acordo com o delegado, no momento da apresentação do jovem, estava na delegacia o advogado Arivaldo Aires da Rocha, OAB Nº 9186-B, e este fazendo uso de seu celular passou a fazer imagens da condução do preso que, de acordo com o delegado, não estava algemado. “O policial usava uma técnica de abordagem que, além de permitida, resguarda a todos: preso, guarnição e pessoas que estejam ao redor”, explicou Jailson, detalhando que o policial apreendeu o celular do advogado.


Ainda de acordo com as informações repassadas ao Pebinha de Açúcar pelo Delegado Jailson Lucena, foi feito por parte do policial militar o registro de ocorrência, por este estar agindo dentro da legalidade e temoroso da intenção do advogado em um momento futuro usar as tais imagens em desfavor da guarnição militar. Jailson afirma que o celular ficou apreendido e irá para o Instituto Renato Chaves, para captação e extração do material gravado. “Se até então ele, que não era contratado pelo Ramon como advogado, ligação que passou a se consumar na manhã seguinte, quiser alegar que o policial torturou o cliente dele, teremos a prova que foi produzida, inclusive, pelo próprio advogado”, detalhou Jailson, contando que Ramon foi autuado por ameaça e seus pais orientados a não aceitar mais que ele more na residência onde irá apenas para pegar seus pertences.

O jovem agressor foi liberado por ser um crime de menor potencial ofensivo, sendo que, graças à intervenção policial a agressão não se consumou.

Quanto a registrar a condução de um preso, Jailson diz ser inadequada, principalmente se tal procedimento ocorrer no interior da delegacia. E dá por adequada o pedido de posterior perícia para que se constate se houve ou não ato ilícito contra o preso no ato de sua condução.

A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar esteve no escritório do advogado Arivaldo Aires, para que o mesmo se pronunciasse sobre o caso, porém, ele não estava no prédio.

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