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Após paralisação ocorrida nesta quinta-feira (14), aulas na rede pública municipal retornam amanhã

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Conforme deliberação feita em Assembleia Geral entre os servidores da educação pública municipal, a paralisação ocorreu hoje (14) em escolas públicas de Parauapebas.

O ato pacífico, ocorrido na Prefeitura Municipal não impediu o funcionamento das secretarias, departamentos nem assessorias; sendo feito apenas ato público com pronunciamentos, palavras de ordem e cartazes pedindo melhorias para a educação e resposta para as principais pautas.


A manifestação, iniciada por volta das 7h00, teve como resultado uma reunião entre a comissão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP) e representantes do governo municipal (chefe de gabinete e secretário adjunto de educação).

De acordo com o coordenador do SINTEPP, Rosemiro Laredo, os representantes do governo presentes na reunião não detém o poder de atender as reivindicações apresentadas, abrindo uma agenda com o governo para uma reunião na próxima quarta-feira (20).

Segundo a coordenação sindical, a pauta apresentada já é de conhecimento do governo, indo desde o contexto vivido nas escolas públicas que é de calamidade extrema; não sendo raros os relatos de invasões e cenas de vandalismo, inclusive com agressões físicas a alunos e servidores, além dos ambientes insalubres que também se tornaram um problema de saúde pública, uma vez que alunos e funcionários, principalmente professores, estão adoecendo nas escolas.

 

Após a reunião, os coordenadores do SINTEPP contaram aos servidores que se aglomeraram em frente ao prédio da prefeitura, fazendo ali mesmo uma Assembleia para decidir o retorno ao trabalho já amanhã, sexta-feira (15). Com a concordância de todos, ficou decidido a volta ao trabalho até que ocorra a reunião prevista para o dia 20. “Vamos acreditar nesta possiblidade de conversa. Porém, no dia 21 já teremos uma assembleia para apresentar as tratativas e o decidido na reunião e assim deliberarmos a respeito do prosseguimento dos trabalhos ou da possibilidade de deflagrarmos greve”, concluiu Rosemiro Laredo.

Através de sua Assessoria de Comunicação, a SEMED enviou nota esclarecendo a respeito do caso. Confira a nota na íntegra:

“Na manhã de ontem, 13 de fevereiro, o secretário de Educação, Luiz Vieira, mais uma vez se reuniu com a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) para apresentar algumas propostas e, por meio do diálogo, buscar evitar a paralisação prevista para hoje, 14 de fevereiro.
No entanto, depois de ouvir todas as reivindicações, expor os avanços e se comprometer em viabilizar a abertura de uma mesa de negociação na próxima semana com representantes do Gabinete, Procuradoria Geral do Município e algumas secretarias, como a de Fazenda, Planejamento e Administração, obteve a confirmação de que a paralisação seria mantida.
Vale destacar que:
1. O Governo Municipal tem buscado atender as reivindicações da categoria, inclusive já atendeu e/ou avançou em vários pontos da pauta, como o pagamento da rescisão dos temporários distratados em 2018, garantia de contrato de pelo menos 100 horas para professores em processo de aposentadoria, convocação dos professores classificados no último concurso, definição de data para início das reformas das escolas, revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Quadro de Magistério do Município (PCCR), entre outras.
2. O professor Luiz Vieira assumiu a Secretaria Municipal de Educação (Semed) dia 4 de fevereiro, recebeu a coordenação do Sindicato pela primeira vez na última quinta-feira, 7, onde tomou conhecimento da pauta de reivindicações e se comprometeu a analisar cada item citado e voltar a reunir com a coordenação, como o fez ontem.
3. A gestão municipal sempre esteve e está aberta às negociações com o Sintepp, tem apresentado propostas para todas as questões em debate e vai continuar trabalhando para que a educação de Parauapebas seja de qualidade para todos. E, espera poder contar com o bom senso dos educadores e da comunidade com o intuito de garantir que os estudantes não sejam prejudicados”.

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