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Bebê abandonado em lixeira não corre perigo de morte e tem alta do hospital

Passa bem a recém-nascida que foi abandonada ontem, quarta-feira, 18, com apenas dois dias de vida, dentro de um cesto de lixo na Rua Claudio Coutinho, Bairro Guanabara, em Parauapebas, conforme divulgado AQUI. A criança foi atendida no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) e internada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde foi assistida pela equipe multidisciplinar da unidade hospitalar.

Na manhã de hoje, quinta-feira, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), recebeu alta e foi entregue ao Conselho Tutelar para ser encaminhada ao abrigo de menores. A criança foi encontrada dentro na lixeira pela dona de casa Maria Jovina Bezerra, que escutou o choro de criança e foi ver onde era. Jovina relata que ficou tão triste de ver um bebê, recém-nascido, abandonado em uma lixeira que sua única reação foi chorar.


“Eu peguei ela no colo, na tentativa de aquecê-la e também para tentar fazer ela parar de chorar. Na hora, eu não vi ninguém na rua. Só depois de alguns minutos foi que passou uma mulher de moto e eu pedi ajuda, dizendo que tinha achado o bebê na lixeira”, detalha Maria Jovina.

Segundo ela, foi essa mulher quem deu o alarde do achado para a vizinhança e também acionou a polícia. “Depois chegou a polícia e na sequência o Conselho Tutelar, que levou a bebê. Foi uma cena muito triste ver aquele bebezinho dentro de uma lixeira, chorando de fome e frio”, relatou Jovina, que diz nunca ter presenciado um fato desses, que ela considera um dos mais triste de sua vida.

Mãe diz que abandou bebê, mas ficou observando de longe

A mãe do bebê, uma jovem de 25 anos, foi ouvida ainda ontem pela delegada Ana Carolina, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). De acordo com a delegada, a mulher aparentava estar confusa e depressiva.

“Eu não sou médica, mas esse é um estado aparentemente normal em algumas mulheres, após o parto. Ela afirmou que decidiu abandonar o bebê porque não tem condições de criar e achava que qualquer pessoa que pegasse a criança poderia dar a ela uma vida melhor”, detalha a delegada.

Ainda de acordo com Ana Carolina, a mulher disse que escolheu um lugar razoavelmente seguro, alto e com sombra para deixar a criança. “Ela disse que escolheu a lixeira, que estava sem dejetos, por ser alto e evitar que algum bicho pegasse a criança. Ela também contou que ficou escondida, na esquina da rua, observando para ver se alguém pegava o bebê. Na hora que a mulher viu a menina e a tirou da lixeira, ela foi embora”, ressalta.

A delegada acrescenta que a mulher disse que não quer o bebê, por não ter condições de criar, e que ia tentar contatar sua família, para ver se alguém quer ficar com ele. Ela também justificou que abandou o bebê porque não sabia que poderia legalmente entregar a criança para adoção.

Segundo Ana Carolina, a mãe vai foi encaminhada para a Rede de Acolhimento, onde vai receber atendimento psicológico. Foi instaurado um inquérito policial e a delegada adianta que irá aguardar os laudos médicos, da equipe que a atendeu, para serem anexados à peça investigativa que, depois de concluída, será encaminhada à Justiça. “É o Ministério Público, com base nas informações do inquérito, que vai decidir se representa ou não contra ela”, observa Ana Carolina.

A delegada ressalta que o parto da mulher foi cesáreo e que ela está bastante debilitada. “Ela vai precisar de atendimento porque ainda está em recuperação do parto”, frisa.

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