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Cabo da Polícia Militar é morto com a própria arma em Marabá

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Faleceu na tarde desta quarta-feira (2), no Hospital Regional do Sudeste do Pará, o cabo Robson Rocha dos Santos, de 29 anos, da Polícia Militar, baleado em serviço no final da manhã do mesmo dia, na Folha 29, em Marabá. O homem que o baleou também morreu, pouco depois, em confronto com outros policiais militares, na Vila Sororó, zona rural de Marabá, enquanto tentava fugir da cidade.

O major Sales Cabral, subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou ao CORREIO que o cabo e o colega de guarnição receberam denúncia acerca de um homem que estaria transportando droga na Folha 29, Nova Marabá. “A guarnição estava próximo e eles se depararam com o denunciado que saiu correndo, invadindo casas, até que foi para o fundo de um quintal”.


Neste momento, diz, apenas o cabo havia conseguido acompanhar o fugitivo e não se sabe de que maneira o policial teve a arma tomada, uma vez que não houve testemunhas do baleamento dele. “A gente acredita que o cabo, tentando transpor algum obstáculo na perseguição, possa ter caído e o cara se aproveitou e pegou a arma do policial. Com a própria arma da PM ele efetuou os dois disparos contra o policial militar”, deduz.

Dois disparos da arma atingiram Robson Rocha, um na cabeça e outro no abdome. Em seguida, o homem roubou um automóvel Ford Ka 2012, de cor preta e placas laca OBW-5124, da casa onde aconteceu o baleamento do policial militar e fugiu seguindo pela Rodovia BR-155, em direção ao município de Eldorado do Carajás.

Ele foi interceptado, no entanto, pela guarnição da Vila Sororó e trocou tiros com os policiais militares, mas acabou alvejado. “Ele entrou em confronto com os policiais e foi atingido, ainda foi socorrido, mas chegou em óbito no Hospital Municipal de Marabá (HMM). Foi recuperada, ainda, a arma roubada do policial e com a qual ele efetuou disparos contra a guarnição. Todas as munições da arma, que tem 15 tiros, foram utilizadas”, finalizou o major.

Até o fechamento desta edição não havia sido identificado, junto ao Instituto Médico Legal (IML), o corpo do homem responsável pela morte do policial militar. Com ele não foi encontrado qualquer documento de identificação, apenas um alvará de soltura em nome de Malones Silva Lima, de 25 anos, emitido pela Comarca de Parauapebas, mas que pode pertencer à outra pessoa.

Os militares ainda apreenderam uma barra de substância ilícita, provavelmente crack, que será encaminhada para análise no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, assim como a arma do policial militar. O corpo do cabo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), por volta das 16 horas para ser necropsiado.

Foto da vítima em vida
Foto da vítima em vida

Amigos e familiares lamentam a perda

“É um momento de muita dor, nem sei o que falar, é sentimento de perda, de angústia, de revolta”, desabafou Valmir Santos, pai do cabo Robson Rocha dos Santos, após receber a notícia da morte precoce do filho, na tarde desta quarta. “No país em que estamos vivendo, sem lei, onde o pai de família não pode mais trabalhar, infelizmente as pessoas não tem amor de Deus e acabam tirando a vida de um pai de família”.

Conforme o pai, Robson era “um menino exemplar”, apegado à família e à religião. “Ele estava sempre conosco em casa, ia para a igreja, acompanhado da esposa dele, e eu espero em Deus que aquilo que ensinei ele tenha sempre colocado em prática. Se partiu Deus sabe por quê, não posso julgar e nem dizer, só sei que ele morreu defendendo a sociedade. É um momento de tristeza”, finalizou.

O cabo Rodrigo Lima, da diretoria da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar de Marabá, também lamentou a morte do colega e criticou o modelo de policiamento que vem sendo colocado em prática no Estado do Pará. “É uma perda irreparável, era um policial de boa família, muito respeitador, evangélico, tinha amizade com todos os policiais e todos tinham um carinho enorme por ele,  que era chamado Robinho, um cara muito querido da tropa. Tudo isso por causa da violência desenfreada, do tráfico de drogas e eu culpo um pouco também o estado”, afirmou.

De acordo com ele, um município do porte de Marabá deverá estar atuando com rádio patrulhamento e não no formado de polícia comunitária como estava o cabo na manhã desta quarta. “Com essa violência não tem como termos essa polícia comunitária trabalhando com dois policiais na viatura, teríamos que ter o rádio patrulhamento, com mínimo de três policiais em uma viatura, com a possibilidade de se trabalhar com segurança. A sociedade perdeu um homem que trabalhava, demonstrava trabalho e só podemos lamentar”, finalizou.

Reportagem: Luciana Marschall / Grupo Correio de Comunicação

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