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Cai o valor dos royalties recebidos pelas prefeituras de Parauapebas, Marabá, Canaã e Curionópolis

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Às 15 horas da última quarta-feira (5), as prefeituras da região encheram os cofres com royalties de mineração repassados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), conforme a reportagem do Portal Pebinha de Açúcar havia adiantado. A de Parauapebas pegou R$ 13,28 milhões; a de Marabá, R$ 2,99 milhões; a de Canaã dos Carajás, R$ 1,26 milhão; e a de Curionópolis, R$ 650 mil.

Houve queda nos valores. Parauapebas, por exemplo, recebeu o segundo menor valor do ano e 33,7% a menos que os R$ 20,03 milhões recebidos em fevereiro, pico de 2016. Marabá também embolsou o segundo menor valor do ano; seu pico foi R$ 5,78 milhões em março.
Entre outros motivos para a queda nas cotas está a freada do dólar frente ao real, o que impacta nos repasses que são feitos em moeda nacional.
Nas últimas 24 horas, o preço da tonelada de minério de ferro – maior pagador de royalties de mineração do país e do qual se beneficiam Parauapebas e Curionópolis – ficou em 55,11 dólares. Já a tonelada de cobre – que abastece as contas de Marabá e Canaã – ficou em 4.806 dólares.


PRODUÇÃO E LUCRO
Vale divulga seus relatórios; comunidades ignoram

No próximo dia 20, a multinacional Vale, rainha da extração mineral na região, fará sua zoada lá no Rio de Janeiro, divulgando o “Relatório de Produção do 3º Trimestre” (ou simplesmente RP 3T16). Por meio desse documento, que contabiliza a lavra de minérios dos meses de julho, agosto e setembro, é possível verificar quanto já saiu em ferro, manganês, cobre e ouro dos municípios da região. É um dos indicadores anuais – e bem detalhados – da pressa que a empresa tem em retirar tudo por aqui.
Uma semana depois, no dia 27 de outubro, a Vale vai divulgar seu balanço financeiro referente ao mesmo trimestre. A diferença entre um relatório e outro é que o primeiro mostra basicamente quantas toneladas de minérios foram retiradas; e o segundo é uma espécie de “cereja do bolo”: expõe quanto a empresa faturou com as toneladas exportadas.
São dois documentos que muito interessam ao mercado financeiro, mas que, a rigor, deveriam interessar sobremaneira à população da região onde a Vale atua para que as comunidades possam cobrar responsabilidade social a partir dos números que a multinacional apresenta e que trazem cifras de produção e de lucro em Carajás estratosféricas. Lamentavelmente, a sociedade é a primeira a se fazer de doida e a não dar importância à questão, que, no mais das vezes, está diretamente relacionada à dinâmica local diária.

Reportagem: André Santos

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