Coluna do Lima Rodrigues – 30 de novembro de 2021

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Lima Rodrigues e o produtor rural Edivaldo Martins na plantação de pitaya em Canaã dos Carajás – PA

Pitaya, a fruta do momento

Hoje, vamos falar sobre a fruta que vem conquistando o mercado brasileiro: a pitaya, também conhecida como  “Fruta do Dragão”.


De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Pitayas do Brasil (APPIBRAS), Afif  Jawabri, que mora em Redenção (PA), o país produz por ano de 5 a 8 mil toneladas de pitaya. “O cultivo está presente em todos os estados, com destaque para São Paulo, Pará, Santa Catarina, Minas Gerais e Ceará. O preço pago ao produtor pelo quilo da fruta pode mudar dependendo da época do ano e da demanda, mas varia entre R$ 5 a R$15, sendo uma alternativa promissora para os produtores brasileiros”, destacou Jawabri.

Afif Jawabri é o presidente da Associação dos Produtores de Pitays do Brasil e mora em Redenção (PA)

 

A fruta vem conquistando cada vez mais espaço no mercado graças às suas qualidades: nutritiva, exótica e lucrativa, como destaca o engenheiro agrônomo Dejalmo Prestes, especialista em pitaya. Conhecido como “Professor Pitaya”, Dejalmo tem um canal no you tube no qual fala sobre pitaya e dá dicas para as pessoas interessadas nesta fruta

O professor Dejalmo Prestes está em viagem por Portugal e pela Espanha fazendo palestras sobre pitaya e dia 14 de dezembro ele estará em Juazeiro, na Bahia, para participar do Primeiro Simpósio Brasileiro das Pitayas.

E em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, o produtor Edivaldo Martins vem obtendo sucesso há quatro anos com a produção de pitaya. Ele tem uma plantação de mais de 4 mil pés de pitayas.

APPIBRAS realiza 1º Simpósio Brasileiro das Pitayas em dezembro

A Associação dos Produtores de Pitayas do Brasil (Appibras) realiza no dia 14 de dezembro o 1º Simpósio Brasileiro das Pitayas. A conferência terá formato híbrido, sendo presencial, na cidade de Juazeiro na Bahia e, também, com transmissão online.

O objetivo do congresso é compartilhar conhecimento técnico sobre o cultivo da Pitaya, ou da chamada “fruta do dragão”, uma fruta benéfica para a saúde, como aponta a ciência, e promissora economicamente, por demandar um baixo custo de investimento no cultivo e resultar em um alto valor de mercado.

O evento acontecerá em Juazeiro, na Bahia. A cidade está localizada no Vale do São Francisco, região conhecida nacionalmente por ser uma referência na produção de frutas e um pólo de exportação.

Origem

A pitaya é nativa da América Central e das Américas começou a ser cultivada em território nacional há 20 anos. Nos últimos anos, com a busca por uma alimentação mais saudável, aumentou a demanda por frutas e o mercado pelas consideradas exóticas ganhou um impulso, como aponta a pesquisa de Mariana Larrondo Bicca, co-orientanda do professor Dejalmo Prestes no doutorado da UFPEL. “Neste contexto, a pitaya vem sendo procurada pelo exotismo de sua aparência e também por suas características organolépticas (características que podem ser percebidas pelos sentidos humanos)”.

O “Professor Pitaya” conta que a fruta por apresentar um fácil manejo agronômico e “uma alta viabilidade econômica” tem atraído pequenos e grandes produtores. Entretanto, Prestes reforça que a pitaya não é uma cultura “tão rústica”. Ela requer cuidados específicos que precisam ser realizados por profissionais especializados.

As plantas de pitaya precisam de um ambiente radicular rico em matéria orgânica e podem ser utilizados diversos adubos orgânicos, como esterco de gado, restos de cultura e adubação verde.

De acordo com o estudo científico de Mariana Larrondo Bicca, recomenda-se realizar antes do plantio “uma aplicação de calcário dolomítico (Ca e Mg) para diminuir a acidez e fornecer cálcio e magnésio às plantas, juntamente com adubo fosfatado, obedecendo à avaliação da análise do solo, e misturar ao solo. Como as raízes da pitayeira são superficiais, o entorno da planta deve ser mantido com uma cobertura morta para evitar o crescimento de mato e proteger as mesmas contra o ressecamento, e assim, fornecer um equilíbrio térmico”.

Investimento

Com relação ao investimento necessário para começar a cultivar a pitaya, o professor relata que o “custo inicial só é mais caro, pela aquisição de mudas e dos tutores, mas nas frutíferas, comparando área, é uma das frutas com maior rentabilidade”.

Por ser uma fruta de clima tropical, a pitaya está sendo cultivada em todos os estados brasileiros e se adapta bem ao clima temperado. “Hoje nós temos um trabalho muito forte do doutor Fábio Faleiro na criação de novas variedades, ele é pesquisador da Embrapa responsável pelo desenvolvimento de 5 variedades de pitaya, estive com ele em setembro, e ele está muito entusiasmado com o lançamento (das variedades) em breve”, relata.

Com todas as características e possibilidades, o professor volta a ressaltar que o pequeno produtor que “queira explorar potencial produtivo e, logicamente, econômico da pitaya, deverá estar com um profissional devidamente habilitado. Um engenheiro agrônomo e um bom técnico para que acompanhe o seu plantio é o caminho para viabilizar o plantio.”

A dica também vale para os grandes produtores para que o resultado da colheita traga produtividade e rentabilidade. (Fonte: Appibras, com informações do Portal Contexto).Afif Jawabri, presidente da APPIBRAS, engenheiro agrônomo e produtor de Pitayas  Cultivo da Pitaya Simpósio Brasileiro das Pitayas Foto: Any Lane/Pexels

Apicultura

A apicultura cresce no Brasil. De acordo com dados do IBGE, só no ano passado, o país produziu mais de 51 milhões de toneladas de mel.  O estado que mais produz mel é o Paraná, com 7.844.255 toneladas; em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul com 7.466.815 toneladas em 2020.

O Piauí é o terceiro maior estado produtor de mel no Brasil. Só no ano passado, segundo O IBGE, foram produzidas no estado 5.672.514 toneladas de mel. Em 2020, o Maranhão produziu 2.477.212 toneladas.

O Pará teve uma produção em 2020 de 627.456 toneladas. No Estado do Pará, o maior produtor de mel é o município de Capitão Poço. Só ano passado Capitão Poço produziu 108 mil toneladas de mel. Em segundo lugar aparece Ourém com 33.200 toneladas e em terceiro lugar  Garrafão do Norte, com 28.500 toneladas de mel.

Marabá produziu 17.300 toneladas; Eldorado do Carajás, 13.125; Curionópolis 5.300 toneladas; Canaã dos Carajás 4.560 e Parauapebas 4.200 toneladas de mel no ano passado.

Parauapebas investe mel

A prefeitura de Parauapebas quer tornar a apicultura uma nova cadeia produtiva no município. Para isso, realizou dia 26 de novembro um DIA DE CAMPO sobre Apicultura e Meliponicultura (abelha sem ferrão), com a presença do secretário de Produção Rural, Milton Zimmer; da secretára -adjunta, Sueli Guilherme; do coordenador da Emater no município,  Ailton Silveira; do gerente da Adepará, Denilson Lima; do vereador Israel Pereira, o Miquinha (um maranhense que faz carreira política no Pará), técnicos da Sempror, apicultores e produtores rurais agora interessados em produzir mel.

A Secretaria de Produção Rural de Parauapebas promoveu um Dia de Campo sobre Apicultura e Meliponicultura

 

O secretário de Produção Rural de Parauapebas, Milton Zimmer, agradeceu a presença de todos, elogiou o trabalho dos pioneiros na produção de mel e desejou sucesso aos novos apicultores. “A cadeia produtiva do mel dado sua contribuição na questão alimentar do Pará e do Brasil. E a meta da prefeitura municipal é fortalecer a cadeia produtiva do mel no município”, afirmou Zimmer.

Palestrante

O professor e engenheiro agrônomo Laurielson Alencar, da Universidade Federal do Piauí, especialista em apicultura, fez uma palestra sobre como se produzir mel de qualidade com lucratividade e preservando o meio ambiente. Ele também tirou dúvidas dos apicultores sobre a produção de mel.

Destaques do Conexão Rural

A produção de pitaya e a produção de mel são destaques do Conexão Rural do próximo fim de semana.

Na parte musical, o programa apresentará duplas de moda de viola que se apresentaram no 1º Festival de Viola Caipira do Entorno do Distrito Federal.

Fazenda Mutirão

A Fazenda Mutirão e convidados, de Paragominas (PA) promoverão leilão virtual dia 14 de dezembro, a partir das 19h, com transmissão ao vivo pela Web TV Leilonorte no You Tube; ao vivo na Web Leilonorte.com e pelas TVs: ClimaTempo; Sky canal 170; Vivo, canal 589; OI, canal 189, e GVT, Canal 87. Serão oferecidos 1500 machos e fêmeas Nelore/F1 Nelore e Brangus/Cruzamento Industrial. Gado 100% pesado e filmado direto no produtor. A assessoria é da Elite Agropecuária – tudo para o homem do campo. Leiloeira oficial: Leilonorte.

Mais informações, fale com o Sebastião no DD 011-98583-0109 ou com o Elton no DDD 091-98111-5930.

Parte do resultado dos valores obtidos com o leilão da Fazenda Mutirão e convidados beneficiará a entidade Menino Feliz.

Então, coloque na sua agenda: terça-feira, dia 14 de dezembro a partir das 19hs, Leilão Virtual da Fazenda Mutirão e convidados, direto de Paragominas, no Pará.

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