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Com apoio da Emater, agricultoras fornecem R$ 1 milhão em alimentos à merenda escolar

No costume da colheita de hortaliças, a empreendedora Moziane Silva, de 40 anos, empolga-se com os próximos dias, quando a cebolinha, a alface, o coentro e a couve produzidos pela família sairão dos canteiros ao longo da Chácara Galioto, na comunidade Ponta de Pedra do Araguaia, diretamente para o refeitório da escola pública, onde o filho caçula, Davi Lucas, de 10 anos, estuda: a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Hilda Paz, no km 77 da rodovia Transamazônica.

Em São João do Araguaia, na região do Carajás, Moziane é uma dos 33 agricultores atendidos pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater). Os trabalhadores a partir deste mês de abril, estão contratados pela prefeitura municipal para fornecer produtos, como ovos-caipiras, legumes, verduras e frutas para crianças como Davi Lucas, um dos 3 mil e 904 alunos dos 32 estabelecimentos de ensino da rede municipal.

O fornecimento de alimentos à prefeitura foi oficializado, no dia 26 deste mês de abril, e o total negociado para o ano letivo é de quase 80 toneladas de alimentos, com um valor de venda que ultrapassa o R$ 1 milhão e 120 mil.

O processo com o Plano Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em São João do Araguaia, tem como protagonista a recém-instituída Cooperativa de Agricultores e Agricultoras Familiares de São João do Araguaia (CoopaFSJA), a partir do apoio da Emater. Com atividades iniciadas em 2024, a Cooperativa é formada em 70% por mulheres trabalhadoras da zona rural.

“Não tenho nem palavras, porque existe a questão da razão, de ser este um negócio positivo tanto para nós, agricultores, como para a sociedade, mas também existe a emoção de estarmos realizando um sonho, de representar a tradição alimentar e a qualidade de produtos no consumo”, considera Silva.

Para a agricultora, atendida pela Emater há quatro anos, o papel do órgão é “insubstituível”: “a Emater pegou nas nossas mãos e nos ajudou a dar o primeiro passo. Sem as mãos dadas, não seria possível tanta conquista”, diz.

História

De acordo com avaliação socioeconômica e cultural pela equipe da Emater, a criação da Cooperativa seria uma reivindicação de mais de uma década dos agricultores do município.

“O resultado de acesso às possibilidades de compras institucionais de programas federais faz parte de uma jornada – e a Emater atua em todas as etapas: desde a fundação, mais a elaboração de proposta técnica, organização de documentação e emissão dos cafs [cadastros nacionais da agricultura familiar] na modalidade jurídica”, esclarece o técnico em agropecuária Paulo César Rodrigues, chefe do escritório local da Emater em São João do Araguaia.

Reportagem: Aline Miranda

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