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Com salários atrasados, professores paralisam atividades

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“Sem pagamento não tem retorno!”. Essa foi a decisão deliberada pelos professores e membros do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Subsede Marabá) na manhã desta quarta-feira (17). Os servidores da educação municipal se reuniram em frente à sede da prefeitura para protestar contra os atrasos no pagamento dos salários. Caso a situação não seja regularizada até setembro, os professores entrarão em greve.

Segundo o diretor do Sintepp em Marabá, Lucimar Tavares, a prefeitura tem até o dia 10 de cada mês para pagar os salários – baseando-se na lei orgânica do município – porém o prazo já foi ultrapassado e nada ficou resolvido. “O Sintepp já entrou na justiça com relação a isso e como as aulas retornaram na terça-feira (16), para a prefeitura, nós, enquanto sindicato, temos a orientação de que a volta só vai acontecer depois do pagamento”, acrescentou.


Ele informou ainda que uma reunião já foi realizada entre o sindicato e a secretária de Educação, Reniere da Silva, porém que a gestão municipal alegou não ter recursos para bancar os servidores. “Nós passamos para eles que o recurso que veio até agosto seria suficiente para pagar a Educação. Se pegar o recurso próprio, mais o recurso do Fundeb e o salário-educação, já entraram mais de R$124 milhões. E nos foi pago até agora seis folhas, o que corresponde a R$90 ou R$95 milhões, sobrando R$30 milhões para a manutenção, suficientes para seis meses”, explicou Lucimar.

Além disso, ele afirmou que a manutenção não está sendo feita, visto que a prefeitura deve os consignados, que são descontados do contracheque dos professores, o Ipasemar, os aluguéis e também o transporte escolar. “Ou seja, não tem condições de iniciar o ano letivo e eles deveriam assumir isso”, destacou o diretor do Sintepp.

Paralisação

Uma assembleia da categoria marcada para o dia 12 de setembro poderá determinar a paralisação dos servidores da educação, de acordo com Lucimar. Ele informou que se a situação do pagamento não se regularizar até o próximo mês, os trabalhadores entrarão em estado de greve.

“Com esse problema que tivemos com o afastamento do prefeito, o vice assumiu e, de forma irresponsável, priorizou pagar fornecedores, deixando o nosso salário atrasado. As pessoas acham que a gente está aumentando, mas temos companheiros passando fome. Nós temos 1.175 servidores que receberam no dia 10 de junho, e depois não receberam mais”.

Além dos salários atrasados, os professores também estão sem vale-transporte e vale-alimentação. Ele disse que o Sintepp já havia mostrado para a Semed que o recurso da educação estava sendo mal utilizado, porém que nada foi feito.

“Nós estamos aqui pedindo apenas salário, sendo que tem uma série de coisas atrasadas. Temos progressões, promoções de pessoas que está há mais de um ano para receber, temos direito à licença-prêmio, o que nos foi tirado, mas é garantido por lei. Então, nós queremos o mínimo”, enfatizou o diretor do sindicato, deixando claro que a intenção dos professores não é prejudicar os alunos. “Pedimos desculpas a quem depende do ensino público, embora não sejamos nós os responsáveis por uma eventual greve, e sim a gestão pública”, resume.

Nota da prefeitura

Em nota enviada pela assessoria de comunicação da prefeitura foi informado que a administração municipal não está poupando esforços para regularizar o pagamento dos salários de julho. Além disso, foi repassado que, ao retornar ao cargo, João Salame encontrou a folha de pagamento no valor de R$ 32.834.701,86, porém constatou que nas contas do município só havia a quantia de R$ 2.678.250,84.

Diante deste quadro, todas as obras em andamento foram paralisadas e também as programadas para iniciarem. Na nota diz também que “no último dia 10 o órgão municipal liberou o vale-alimentação, no valor total de R$ 540.516,61 e já no dia 12, pagou os servidores da Educação que recebem até R$ 2.500,00 e são remunerados com recursos do Fundeb e Projovem Urbano, no valor de 2.988.269,00; e os demais concursados – com exceção dos servidores da Saúde -, no valor de total de R$ 2.503.920,44”.

O documento continua dizendo que o pagamento dos demais servidores da Educação possa ser efetuado nesta sexta-feira (19), se “determinada verba federal for depositada nas contas do município até esta quinta (17)”.

Reportagem: Nathália Virgas / Grupo Correio de Comunicação

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