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Com seus 102 anos, Marabá está entre os 15 melhores municípios para as contas nacionais

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Mas mesmo esses produtos sofriam concorrência de seus pares, produzidos por municípios já consolidados na Balança Comercial do país.

O tempo passou, e 102 mil toneladas de cobre em concentrado tiraram Marabá do anonimato e o destacaram ao posto de 15º município que mais contribui com o superávit brasileiro na Balança Comercial. Resultado: o primeiro trimestre deste ano é o melhor da história do município mais que centenário, que está longe de usar bengalas, como acontece com algumas economias mais recentes, emergentes, afoitas e monodependentes, as quais se quebram fácil, com qualquer espirro vindo da China.


Em balanço divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na manhã desta sexta-feira (10), Marabá emergiu como um dos 15 municípios brasileiros que mais seguram as pontas das contas nacionais e já é o 37º maior exportador do país. A sua pauta de exportações agrega dez produtos, cujos mais rentáveis são o cobre do projeto Salobo, explorado pela Vale; os ferros, em lingotes, da Sinobras; as carnes do frigorífico JBS; e o manganês da Mineração Buritirama.

De olho nessas commodities estão nações dos cinco continentes: Alemanha (maior apreciadora dos produtos marabaenses e que, de janeiro a março, comprou 94,4 milhões de dólares ou 35% de tudo), Suécia, Taiwan, Estados Unidos, Polônia, Hong Kong, Israel, Venezuela, Espanha, Rússia, México, China, Egito, Angola e Costa do Marfim.

PERSPECTIVAS

Marabá vai muito bem nas exportações, depois de vendido ao mundo 267,4 milhões de dólares em produtos nos primeiros três meses deste ano, o que configura aumento de 73,5% sobre os 154,1 milhões de dólares vendidos no mesmo trimestre do ano passado – o maior crescimento do Brasil. Com isso, o país lucrou apenas nas costas de Marabá nada menos que 221,5 milhões de dólares.

Todavia, na prática, isso não se traduz em mais empregos para o município. Nada disso. A maior exportadora local e que se vale de recurso genuinamente marabaense, o cobre, tem em seu projeto número pífio de empregados oriundos de Marabá. É uma contradição justificada por questões geográficas, mas que é difícil de engolir quando os efeitos da massa salarial são refletidos em Parauapebas, lugar de origem da maioria dos trabalhadores do Salobo.

Para os 102 anos de Marabá, há esperanças que vão além do rompimento da produção de 102 mil toneladas de cobre, marca possível graças à expansão do projeto Salobo, que tem capacidade de produzir até 200 mil toneladas do metal. Só na cidade são 102 mil esperanças multiplicadas por duas, já que a população urbana de Marabá estimada para 2015 é de 204 mil habitantes.

Há diversos investimentos específicos anunciados que, na ponta do lápis, somam quase R$ 20 bilhões. Na lista dos sonhos, constam fábrica de cimento da Votorantim; fábrica de correias transportadoras da Mercúrio; expansão da Sinobras; duplicação da Estrada de Ferro Carajás com uma nova ponte sobre o Rio Tocantins; centro de convenções do Governo do Estado; ligação de malha da Ferrovia Norte-Sul, no trecho Marabá-Açailândia; centro de desenvolvimento tecnológico; porto seco e porto público; centros de distribuição de grandes redes supermercadistas e varejistas; edificação para leitos e ordenamento no aeroporto; derrocamento de pedral; e uma hidrelétrica.

Alguns desses projetos já estão confirmados e até previstos para serem concluídos, como o centro de convenções; outros têm política de confirmação duvidosa, de maneira que não se sabe se levarão mais 102 anos para sair do papel – ou talvez nunca saiam. De qualquer maneira, o município vai brilhando na balança comercial, tornando-se cada vez mais forte e importante para o Brasil, enquanto dentro desse mesmo pedaço de importância a sociedade vai aguardando ansiosa, principalmente as grandes obras de alçada do governo federal, que é sustentado à custa do suor do trabalhador marabaense, este sem muito reconhecimento ou retorno econômico e social.

Reportagem especial: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Arquivo

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