Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Cresce comércio informal nos semáforos de Parauapebas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Um negócio feito em segundos, mas que já dura uma vida. Pelo menos para Carlos Ribeiro que vive há 26 anos nele.
Trata-se do comércio nos semáforos onde, Carlos Ribeiro e outros que se dedicam à modalidade comercial, vendem itens para veículos: capas para volantes e bancos, suporte e carregador para celular, protetor de painel, tapete, raquete elétrica etc.

A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar foi conhecer de perto esses profissionais que tiram das ruas o sustento de suas famílias, com o objetivo de ouvir deles suas respectivas realidades. “Sou marceneiro, mas a dificuldade de emprego me trouxe para este trabalho onde continuo mantendo a família e vivendo com dignidade, vendendo acessórios externos e internos para veículos”, conta Carlos Ribeiro, dizendo ainda querer voltar para sua área que antes trabalhava.


Há três anos nos semáforos de Parauapebas ele conta que o comércio por aqui já foi bem melhor; mas elogia os condutores, os quais diz receber bem a abordagem. A única reclamação de Carlos Ribeiro é em relação ao tempo do semáforo onde trabalha, esquina da Avenida Liberdade com a Rua São Francisco, no Bairro da Paz, que diminuiu de 1 minuto para apenas 40 segundos. “O tempo aqui é mais que ouro, é diamante, pois temos que abordar, vender, receber, passar o troco e ainda instalar o equipamento”, mensura Carlos.

No mesmo cruzamento encontramos Leonardo Magalhães, pedreiro, encarregado de obras. Léo, como gosta de ser chamado, conta que trabalha há mais de 20 anos nesta modalidade comercial; tendo iniciado por necessidade e hoje, já é uma opção. Ainda segundo relatos de Léo, houve pausas em sua trajetória no semáforo, tendo vindo de Belém contratado por uma empresa como encarregado de obras e trabalhado quase dois anos; porém, ao concluir a obra não conseguiu outro trabalho e voltou para a modalidade comercial no semáforo.
“É uma renda a mais e tenho controle sobre meu horário, sem patrão para me dar ordens”, explica Léo, admitindo que o comércio no semáforo, assim como em outros segmentos, já foi melhor. Quanto aos clientes, ele diz que cada um tem sua reação. Uns baixam o vidro e perguntam preço e as vezes terminam por fechar negócio; outros ignoram a abordagem.

 

Perto dali, no semáforo da Rodovia PA-275, próximo da Rua Lauro Corona, encontramos Givanildo Ribeiro, um jovem de 28 anos que desde os 13 anos de idade trabalha vendendo produtos nos semáforos.
Givanildo é filho de seu Carlos Ribeiro, o primeiro entrevistado nesta reportagem. Foi ele quem trouxe o filho para esta modalidade comercial, ainda em Belém, e agora, já faz cinco anos que está em Parauapebas. “Foi a falta de opção que me trouxe e me mantém aqui”, reconhece Givanildo, admitindo que se pudesse, montaria uma loja e sairia do semáforo.
Quanto à receptividade dos clientes, ele diz ser diversas, tendo uns que concordam com o preço e fecham negócio, enquanto que outros não são nada educados. Mas, contudo, ele diz que mantém a família com a renda tirada do negócio, mesmo com as oscilações do comércio.

Apesar de jovem, Givanildo diz já ter visto muitas coisas no semáforo: carro sendo tomado de assalto, discussão entre condutores que terminou em exibição de arma, acidentes graves etc. “Aqui mesmo neste semáforo vi uma carreta arrastando um ciclista e saí correndo e gritando pedindo para o motorista parar”, lembra Givanildo.

Quanto às mudanças nos semáforos e criação de retornos em seu ponto de trabalho, ele diz que melhorou para os condutores que agora perdem menos tempo; já para ele, é prejuízo na certa, pois depende da parada prolongada dos carros, tempo em que consegue fazer a abordagem, venda e instalação dos produtos. “O tempo deste semáforo fechado era 80 segundos e agora reduziu para 60; já o tempo dele aberto era apenas 30 segundos e aumentou para 40 segundos”, mensura Givanildo, que já é quase um especialista em semáforos, que em sua conta, em cada ato no cruzamento perde 30 segundos, já que são 10 segundos a mais, aberto e 20 segundos a menos, fechado.

Reportagem: Francesco Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

Publicidade

Veja
Também