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DE CARA PRA RIBA: Parauapebas e Marabá se atolam em desemprego

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Os números de emprego com carteira assinada divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho não são favoráveis a Parauapebas e a Marabá no primeiro trimestre deste ano. O saldo (diferença entre empregos gerados e demissões) é negativo para os dois mais dinâmicos municípios do Sudeste Paraense.

No período, Parauapebas deixou órfãos de salário mais 273 trabalhadores, que agora estão vagando a ermo, de cara para cima. Os setores que mais demitem são a indústria (extrativa mineral e transformação) e, disparadamente, o de serviços, este o qual mandou à rua da amargura 629 trabalhadores. O resultado só não foi pior porque a construção civil reagiu e apresentou seu melhor saldo positivo, desde o ano passado, no mês de março.


Mas, em se tratando de municípios do interior do Pará, ninguém assustou tanto como Marabá no trimestre: um exército de 1.126 pessoas passou a vagar, entre o primeiro dia de janeiro e o último de março deste ano, com a cara no sol. A lapada foi gigante por conta, particularmente, das demissões no setor guseiro (indústria de transformação), que contribuíram sobremaneira para o “progresso” da estatística ruim. Só Belém, capital paraense, conseguiu a proeza de garantir mais gente desempregada no Estado: 3.390 chefes de família.

Outro lugar que também está desempregando aos montes é Altamira. Com o fim do pico das obras da Hidrelétrica de Belo Monte, o município do oeste paraense está desovando na praça centenas de desempregados, que já não têm muito o que fazer no canteiro de obras e na sede urbana do município. No trimestre, foram 246 trabalhadores desligados.

Nem tudo é desgraça. Com o declínio de Altamira como maior centro gerador de empregos no Pará e na Amazônia, o município de Canaã dos Carajás, filho de Parauapebas, vai assumindo o posto, amparado pelas contratações decorrentes do megaprojeto extrativo mineral S11D, assinado pela multinacional Vale.

Enquanto, nos primeiros três meses deste ano, Parauapebas desempregou 273 pessoas, Canaã, a 65 quilômetros, apresentou saldo positivo de 847 contratações. A “Terra Prometida” é o berço dos maiores investimentos da Vale na atualidade, e nem mesmo a queda do preço do minério de ferro tem abalado as estruturas do S11D. O problema, contudo, é que Canaã está com um volume de desempregados que não entra nas estatísticas: aqueles que chegam adoidado, diariamente, atrás de emprego e não encontram, fazendo inchar a periferia da área urbana.

Outros destaques positivos em empregos no Pará estão: ao lado de Altamira, no município de Vitória do Xingu, que viu florescer 661 postos de trabalho, ainda na ressaca das benesses passageiras da Hidrelétrica de Belo Monte; e ao lado de Parauapebas, em Ourilândia do Norte, município que teve saldo de 600 contratações com carteira assinada, assanhadas pelo movimento causado pelo projeto Onça-Puma, da mineradora Vale.

Em março, o Pará perdeu 2.662 postos de trabalho, enquanto o Brasil apresentou saldo positivo de 19.282 contratações formais. No trimestre, a pancada no Pará foi ainda maior: 8.148 trabalhadores foram mandados embora. E no Brasil, nos três primeiros meses deste ano, não foi diferente: saldo negativo de 64.907 postos.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Arquivo

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