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Eleição para prefeito de Parauapebas é a mais cara do Pará

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Três milhões, duzentos e cinquenta e oito mil reais. Esse é o teto que cada candidato a prefeito poderá tirar do bolso para investir visando ao assento mais financeiramente confortável do interior do Pará. Quem diz é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que divulgou nesta quarta-feira (20) o limite de gastos para as campanhas rumo às 5.569 prefeituras do país. Aqui no Estado, a disputa pelo cobiçado assento do Morro dos Ventos, em Parauapebas, promete ser a mais cara entre todas as 144 prefeituras do Estado – pelo menos, já tem liberdade para sê-lo.

Na “Capital do Minério”, se cada um dos três principais nomes que concorrem à prefeitura desembolsasse o teto máximo para ajudar o município a sanar o déficit habitacional, seria possível construir 195 casas populares e diminuir em mil o total de habitantes que, atualmente, não tem moradia própria.


Mas a realidade é outra, e os candidatos precisam, sim, “tirar a cobra do bolso” caso queiram pegar a chave do cofre de R$ 1 bilhão. Depois da receita da Prefeitura de Belém (R$ 2,46 bilhões em 2015), a de Parauapebas é a maior do Pará (R$ 1,03 bilhão previsto para ser captado até o final deste ano).

Só para comparar, o limite de gastos permitido aos candidatos a prefeito de Parauapebas, de R$ 3,26 milhões, é mais que o dobro do permitido em Belém, de R$ 1,41 milhões. Deixa tímidos, também, os postulantes à prefeitura do vizinho Marabá, onde só será possível gastar R$ 957 mil.

CÂMARA

Que o Legislativo de Parauapebas é caro, isso não é novidade. Nunca foi. Se colocada em fila indiana entre as 5.569 câmaras municipais, a de Parauapebas seria a 29ª mais onerosa do Brasil, com gastos que ultrapassaram a barreira dos R$ 40,7 milhões em 2015, conforme consta do “Demonstrativo das Receitas por Fontes e das Despesas por Funções” elaborado pela Prefeitura de Parauapebas por força da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os atuais 15 vereadores comandam um orçamento que é superior ao de prefeituras como Água Azul do Norte (R$ 39 milhões em 2015) e Rio Maria (R$ 34,5 milhões em 2015) e quase o mesmo da prefeitura do vizinho município de Curionópolis (R$ 45,9 milhões em 2015).

De olho em continuar participando da mesa da bufunfa, os parlamentares atuais ensaiaram até aumentar o número de vagas na Câmara, mas o plano foi por água abaixo – não sem antes ter-se tornado alvo de festival de críticas nas redes sociais. Agora, cada candidato trabalha como pode – e sem esperar mais vaguinhas – para conquistar os 150 mil votos espalhados por Parauapebas. Nada é fácil, contudo.

São muitos candidatos querendo chegar ao “Templo Azul”, e cada um poderá gastar, no máximo, R$ 186 mil. É um valor expressivo, mas, diferentemente das candidaturas a prefeito, Parauapebas não bate recorde.

Em Marabá, pode ser mais caro eleger vereador, já que o teto de gastos chega a R$ 209,5 mil por candidato. Em Belém, chega a R$ 384,5 mil. Por outro lado, a receita do Legislativo de Marabá é R$ 20 milhões inferior e a do Legislativo de Belém é R$ 20 milhões superior à da Casa de Leis de Parauapebas. Marabá tem 10 mil eleitores a mais que Parauapebas; Belém, sete vezes mais eleitores.

O cobiçado poder financeiro da “Capital do Minério” promete disputas acirradas e estratosféricas. Mas o eleitor está de olho.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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