Em Parauapebas, mãe cobra justiça pelo filho que foi espancado até a morte

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Luana concedeu entrevista ao Portal Pebinha de Açúcar

Espancado até a morte na residência de sua “ficante”, José Victor Fernandes do Santos, 27 anos de idade, não teve chances de defesa, sendo levado para o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), onde morreu dias depois.

Agora, sua mãe, Joana Fernandes dos Santos, pede que seja feita justiça, já que nenhum dos envolvidos no crime foi responsabilizado.
Ela conta que tudo aconteceu no dia 14 de março, quando seu filho, José Victor saiu para a rua e mais tarde, depois de 1h30 da manhã, Natália, que era sua “ficante”, ligou para ele que saiu ao encontro dela em sua residência no Bairro Guanabara. “Ele tinha feito, pela manhã de sábado, uma compra no supermercado de aproximadamente R$ 1 mil. Imagino que ao chegar lá e ver Luís Henrique, que também era ficante da mesma, cobrou ciúmes”, imagina Joana, detalhando que além de Luís Henrique estava lá Lázaro Pinheiro, cunhado de Natália, e a dupla espancou seu filho até a morte.


Ainda de acordo com Joana, depois da tragédia acontecida, todos deixaram a casa e ele, José Victor, ficou agonizando do lado de fora, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) , que veio chamado por vizinhos. “Ela poderia ter me avisado, pois, ela tem meu número de telefone e ainda de parentes e amigos dele. Mas, ela simplesmente fugiu juntamente com o cunhado e o ficante”, conta Joana Fernandes dos Santos, dizendo que o filho foi deixado no Hospital Geral de Parauapebas, como indigente, já que os documentos e o celular dele desapareceram e só na terça-feira, após 72 horas ela o encontrou.

José Victor Fernandes do Santos foi espancado até a morte

 

De acordo com Joana, após ligar várias vezes para o filho pensando que ele estaria para o trabalho, ligou também para o patrão do filho, quando ficou sabendo que ele não havia comparecido no trabalho nem justificado. “Liguei o alerta e não tive outra pessoa para suspeitar que não fosse a Natália. No entanto ela não atendeu minhas ligações e nem respondia as mensagens. Então pedi para um amigo dela ligar e ouviu dela que estava se escondendo do Victor porque ele estava atrás dela. E só depois ela mandou mensagens contando uma versão de que dois caras estranhos tinham chegado na casa dela a procura do Victor. Porém, há testemunhas de quem foi que agrediu meu filho e a polícia também tem conhecimento disso”, garante Joana, dizendo esperar uma resposta do Ministério Público no sentido de prender os culpados, dando assim resposta a ela.

 

Joana conta ainda que Natália, após o período de flagrante, compareceu à 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, e deu um depoimento que ela qualifica como sendo “mentiroso”, porém, dando como características as mesmas dos verdadeiros culpados. “Tudo o que quero é justiça, pois, meu filho era um homem, trabalhador e não um vagabundo”, reclama Joana.

veja também