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Em três anos, 6.500 trabalhadores são demitidos em Marabá

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A situação de Marabá é crítica, mas com a qual a população local já está teoricamente acostumada. O impacto do fim de grandes obras pode até causar horror para quem mora em Canaã dos Carajás ou Parauapebas, cuja economia depende exclusivamente de mineração, só que não traz a mesma sensação a Marabá, que, em mais de 100 anos, aprendeu a lidar com promessas mentirosas de projetos, de políticos e de politicagem de plantão.

Em 2016, com um batalhão de dois mil demitidos, Marabá continua a sequência de desemprego constante iniciada em 2014.
O principal município do sudeste paraense apresentou seu momento razoável de oportunidades com carteira assinada entre 2010 e 2013, em razão da contratação de mão de obra para obras de grande porte, como duplicação do trecho urbano da Rodovia Transamazônica, shopping, supermercados e abertura de loteamentos urbanos. Tudo isso em meio ao inferno astral do fechamento de guseiras.


No período, o exército de trabalhadores com carteira assinada passou de 41,7 mil para 50,5 mil — consolidando-se como o município do interior do Pará com o mais alto número de empregos formais. Agora, são 44 mil.

Os últimos três anos, porém, têm sido de intensos desafios e redução de tudo, inclusive da massa salarial, que caiu do pico médio mensal de R$ 91,5 milhões em 2014 para R$ 86,9 milhões atualmente. Na ponta do lápis, até o final deste ano, vão deixar de circular em massa salarial quase R$ 60 milhões, resultado das demissões que têm ocorrido sem parar.
Além disso, é quase impossível, no momento, encontrar colocação no mercado para vendedor pracista, auxiliar de escritório, assistente administrativo, repositor de mercadorias, carregador, operador de caixa, pedreiro e servente. Essas ocupações, as mais comuns no município, demitiram 12% dos trabalhadores de Marabá. É crise ou não é?

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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