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Empresa que administra o Hospital Geral de Parauapebas anuncia interrupção no atendimento

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O Hospital Geral de Parauapebas (HGP) paralisou suas atividades na manhã da última quinta-feira (17), conforme informou o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP), empresa responsável por administrar o funcionamento da unidade de saúde.

Em nota, a empresa diz que a paralisação ocorre em protesto ao não pagamento dos salários dos profissionais da saúde. Na última terça-feira (15), enfermeiros e técnicos em enfermagem protestaram na frente do hospital, cobrando o pagamento de pelo menos dois meses de salários atrasados, o GAMP teria justificado a falta de pagamento, pelo não repasse da Secretaria de Saúde para a empresa.


Diante da situação, a Secretaria de Saúde informou que teria feito o repasse nesta quinta-feira (17), mas segundo a empresa, só foi pago 30% da folha referente ao mês de setembro.  A empresa afirma que além da paralisação de funcionários, não serão feitas mais internações, cirurgias eletivas estão suspensas, o ar condicionado do hospital foi desligado, a maternidade só atenderá casos de urgência e a alimentação para acompanhantes foi cortada, até que a prefeitura resolva a situação.

Segundo Leonice de Oliveira, enfermeira e Conselheira de Saúde, os enfermeiros devem parar porque não receberam seus salários. “Na quarta-feira foi protocolado o aviso de que caso não houvesse o depósito dos salários, os profissionais entrariam em greve em 72h.”

Em um trecho da nota o GAMP diz: “O GAMP, organização social que administra o hospital, manifesta sua total solidariedade ao movimento e afirma que a unidade só funcionou até aqui por conta do esforço e dedicação dos médicos, enfermeiros, pessoal técnico, administrativo e de apoio.”

A empresa afirma que a responsabilidade pelo repasse de recursos é da Secretaria de Saúde de Parauapebas e aguarda o deposito dos valores para honrar os pagamentos dos servidores.

Ao contrário do que diz o GAMP, o enfermeiro José Neto afirmou para a equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar que os serviços continuam no HGP, inclusive cirurgias eletivas, porém, faltam materiais em todos os setores.

Na manhã desta sexta-feira (18), funcionários do Hospital Geral de Parauapebas continuam fazendo manifestações na frente da unidade e cobram que seus salários sejam regularizados.

Enquanto isso, quem precisa dos serviços oferecidos pelo HGP, está tendo muita dor de cabeça, afinal, os atendimentos foram afetados por conta de salários atrasados de profissionais de saúde.

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Confira na íntegra a nota enviada à imprensa pelo GAMP

“A Prefeitura Municipal de Parauapebas anunciou para a imprensa ter pago os valores devidos Ao GAMP – Grupo de Apoio À Medicina Preventiva e à Saúde Pública, pelo contrato de gestão do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), mas só depositou trinta por cento referentes ao mês de setembro de 2016.
A direção do GAMP afirma que em respeito aos servidores de colaboradores, não pode escolher a quem pagar e só efetuará o repasse quando a Prefeitura depositar pelo menos os valores totais do mês de setembro.

Os médicos e todo o corpo clinico do HGP, pessoal administrativo e de apoio, paralisaram suas atividades na manhã desta quinta-feira (17), em protesto pelo não pagamento de seus salários. Até que a situação seja resolvida pela Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura Municipal, não serão feitas novas internações. O número de médicos está reduzido para atender somente os pacientes internados. Por medida de economia o ar condicionado foi desligado e a dieta só será fornecida para os pacientes e funcionários, ficando suspensa para os acompanhantes. As cirurgias eletivas (que não são urgentes) estão suspensas. As portas do hospital estão fechadas e a maternidade só atenderá casos de urgência.

O GAMP, organização social que administra o hospital, manifesta sua total solidariedade ao movimento e afirma que a unidade só funcionou até aqui por conta do esforço e dedicação dos médicos, enfermeiros, pessoal técnico, administrativo e de apoio. Os parceiros do GAMP, que fornecem equipamentos de alta tecnologia e prestação de serviços especializados, deram o máximo, mas não conseguem prosseguir com seu trabalho sem receber o que lhes é devido.

O GAMP deixa claro que sua responsabilidade é gerir o hospital com alta qualidade de gestão, o que tem sido feito desde o dia 1 de agosto de 2016, quando assumiu o HGP. Serviços inexistentes até então foram implantados, como a UTI-Unidade de Terapia Intensiva, a maternidade, o serviço de mamografia, cirurgias de baixa, média e alta complexidade, a hemodiálise que trouxe conforto e dignidade para dezenas de pacientes que tinham que se deslocar várias vezes por semana, viajando até 200 km e ficando fora de suas casas por até 15 horas diárias e hoje são atendidos em Parauapebas.

A responsabilidade de repassar os recursos para cobrir todos os compromissos é da Secretaria de Saúde e da Prefeitura Municipal.

Tão logo a totalidade dos valores devidos seja depositada, será imediatamente repassada para a conta dos servidores e parceiros”.

Reportagem: Jéssica Diniz / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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