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Família de adolescente que morreu no parto acusa médicos

Hoje em dia com a grande aceitação das redes sociais, principalmente Facebook e WhatsApp, o compartilhamento de informações diariamente é gigantesco.

Desde o início desta semana que circulam pelas redes sociais em Parauapebas e região informações sobre uma moça de apenas 15 anos de idade que deu entrada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) em trabalho de parto e infelizmente perdeu sua vida.


O Portal Pebinha de Açúcar decidiu investigar mais sobre o caso e através de áudios e mensagens, percebeu que família da vítima identificada como Andrya Pâmela Chaves de Sousa, está afirmando que a morte da garota se deu através de negligência médica.

Nossa equipe de reportagens entrou em contato com familiares de Andrya Pâmela Chaves de Sousa, que ainda estão chocados com a perca de um ente querido, porém, Dayane Ramos Rodrigues, tia do esposo da garota de 15 anos e a sua mãe, Andréia de Lima Chaves, deram a versão da família sobre o que teria acontecido.

Dayane Ramos Rodrigues afirmou que na carteirinha de gestação de Andrya Pâmela Chaves estava constando “que ela tinha um sopro no coração, aí durante pré-natal, ela sempre falou que sentia muitas dores nas costas e peitos, além de cansaço, porém, os profissionais de saúde nunca solicitaram exames detalhados e que isso seria apenas sintomas da gravidez. Um dia antes de entrar em trabalho de parto, Andrya foi levada até a maternidade com dificuldades para respirar e a médica teria dito que não era nada, e que era apenas para ela deitar de lado. Ela chegou a melhorar, mas foi para casa com dores. No outro dia, pela manhã, a Andrya sentiu dores para ter o bebê e foi para a maternidade. A enfermeira ficou preocupada, pois percebeu que os batimentos cardíacos dela estavam alterados. Andrya foi encaminhada para um médico e nós da família relatamos que ela estava com dificuldades para respirar e ele disse que ela iria ter o filho de forma normal e pediu para que a gente a levasse para uma sala da maternidade”.

Ainda de acordo com informações repassadas ao Pebinha de Açúcar por Dayane Ramos Rodrigues, “a dor que Andrya sentia foi aumentando e por volta de 13h30 ela entrou em trabalho de parto e às 17h00 nós cobramos informações sobre ela e o nascimento da criança, e foi nesse momento que uma enfermeira nos encaminhou para um rapaz que disse que Andrya estava na UTI, porém, que estaria tudo normal com ela e com a criança. Entrei desesperada na UTI e percebi que ela não estava bem, e estava sem conseguir falar, apenas fazendo sinais balançando a cabeça. Fomos para casa e na manhã do outro dia fomos informados que ele tinha perdido a vida por conta de um problema muito grave no coração”.

Foto de Andrya ainda em vida, cedida pela família

 

Por sua vez, a mãe de Adrya Pâmela Chaves de Sousa, Andréia de Lima Chaves, afirmou que vai lutar por justiça no caso de sua filha. “Já registramos um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas e a Delegada Yanna Azevedo está nos dando apoio nas investigações”.

A jovem de 15 anos deixou uma criança do sexo masculino que completou hoje sete dias e está sendo criada pelo pai e outros familiares.

Outro lado

Sempre visando fazer um jornalismo imparcial, a equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar também procurou a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas (Semsa), que por sua vez emitiu uma nota de esclarecimento sobre a morte da adolescente. Confira abaixo:

“Em relação ao falecimento de Andrya Pâmela Chaves de Sousa, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) esclarece:

Andrya, de 15 anos, nascida em 03/09/2001, deu entrada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) às 7h50, do dia 14 de março, já em trabalho de parto. Diferente do que foi noticiado em grupo de mensagens instantâneas, apenas no momento do parto, que aconteceu às 13h50 do mesmo dia, a paciente, que estava com 38 semanas de gravidez, informou que sofria de cardiopatia. Imediatamente após o nascimento da criança.

Andrya foi levada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do HGP, mas veio a óbito em 15 de março, 18 horas após ter dado a luz. A Semsa reforça seu compromisso com a vida e bem estar de seus pacientes e que está à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

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