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Haddad participa de ato em Belém e convoca para manifestação no dia 30 de maio

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Na UFPA, Fernando Haddad elogiou as manifestações de estudantes e professores no dia 15 de maio (Akira Onuma/ O Liberal)

O candidato à presidência da República em 2018 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, esteve em Belém nesta sexta-feira, 24, na Universidade Federal do Pará (UFPA), participando do “Ato em Defesa da Educação Pública”, promovido pela Frente Brasil Popular. O ex-ministro da Educação do governo Lula participa de caravana por todo o país para falar sobre educação e em prol da campanha “Lula Livre”.

Estiveram presentes também a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman; o senador Paulo Rocha; o deputado federal Edmilson Rodrigues; o deputado estadual Carlos Bordalo; a ex-governadora Ana Júlia Carepa, do PCdoB, e lideranças do movimento estudantil, como representantes dos alunos indígenas, quilombolas e de pessoas com necessidades especiais.


Pela manhã, Haddad esteve em Santarém, na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Neste sábado, pela manhã, ele segue para Concórdia do Pará, para participar de ato na Praça Gabriel Penha.

Com mais de uma hora de atraso, em razão de atrasos no voo de Santarém, o pronunciamento de Haddad teve início às 18h30 e foi direcionado aos estudantes e trabalhadores da educação que foram até a UFPA escutá-lo. O político e professor elogiou a produção científica das universidades federais paraenses. “Não sei se vocês sabem, mas a UFPA figura entre as melhores universidades do mundo, segundo alguns rankings, pela pesquisa científica produzida aqui, pela diversidade que é marca da UFPA há muito tempo e pela conquista de ter 70% de sua produção científica coordenada por mulheres”, destacou.

Ao falar do governo Bolsonaro, Haddad fez críticas irônicas em resposta a discursos de correligionários do presidente nas redes sociais, ao dizer que o único “sistema” capaz de derrubar o chefe do Poder Executivo é “o sistema cognitivo do próprio Bolsonaro”. “É uma pessoa que não tem ideia do que é a educação brasileira hoje. Ele está com a cabeça no tempo da ditadura militar, onde para entrar um negro na universidade, só se fosse pra fazer faxina. Agora, é para ser doutor, professor, mestre. Hoje a universidade representa a diversidade do país. É só acender a luz aqui pra gente ver que a cara do Brasil é a cara de vocês, a cara da escola pública, os filhos dos pedreiros e das faxineiras que chegaram na universidade pela primeira vez”, disse ao público.

Haddad lembrou também as manifestações realizadas no dia 15 de maio, contra os cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC) e disse que o dia 30 de maio, quando mais protestos de rua estão marcados, “será maior”. “Ele (Bolsonaro) vai ter que devolver o dinheiro que cortou das universidades e dos institutos federais. Nunca vi um governo ter uma queda de popularidade tão rápida, por ter mexido com a área mais sensível da imaginação popular. Se tem uma bandeira que representa o nosso futuro, é a educação”, afirmou.

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