Hospital Regional de Marabá realiza acolhimento diferenciado às mães com filhos internados em UTI

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A gestação é um momento único na vida da maioria das mulheres, durando em torno de 40 a 42 semanas de espera, que geralmente vem acompanhada de muitos planos repletos de alegria. Porém, algumas mulheres sofrem complicações durante o período de gravidez, e acabam tendo partos prematuros, desencadeando em diversas complicações na recuperação do bebê, que necessitam de cuidados especiais.

No Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, as mães que se encontram em situações difíceis, tendo que acompanhar a recuperação de seus filhos de forma bem restrita, podem partilhar suas angústias e anseios em reuniões de grupo que acontecem uma vez na semana. A iniciativa faz parte do projeto “Amor Maior”, pensado para acolher as mães com filhos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica, formando uma rede de apoio afetivo-emocional, com objetivo de minimizar o sofrimento delas em relação à situação do bebê.


Como foi o caso de Jéssica Jenifer Farias Costa, que viveu momentos difíceis durante os 30 dias em que seu bebê esteve internado na UTI Neonatal do HRSP. “Quando eu recebi a notícia de que meu parto seria prematuro, foi um susto muito grande, pois eu estava fazendo meu pré-natal certinho. Entrei em desespero e, por diversos momentos, eu achava que ia perder a minha filha”, relata a mãe, que teve complicações durante a gravidez e teve sua filha pouco antes de completar sete meses de gestação.

Durante a internação da criança, Jéssica participou duas vezes do grupo “Amor Maior”. “Não é fácil achar que a qualquer momento vamos perder nosso filho. É uma angústia e um misto de emoções muito ruim. O grupo me ajudou a desabafar, expressar tudo de ruim que estava dentro de mim, e também a conhecer outras histórias e buscar forças para seguir em frente, sempre com muita fé em Deus e em toda equipe que estava cuidando da minha filha”, relata a mãe.

Segundo a psicóloga responsável pelo projeto, Patrícia Oeiras, o foco é acolher essas mães e tornar o momento da internação mais leve. “Muitas são mães iniciantes, a grande maioria jovens e inexperientes, o que dificulta bastante o processo de aceitação da situação em que se encontram, dificultando inclusive no tratamento das crianças, que necessitam de cuidados especiais e diferenciados”, explica.

O grupo reúne-se uma vez por semana, com uma programação que inclui dinâmica de apresentação, seguida de diálogo participativo, permitindo integração e trocas de vivências das mães. “Por mais que os diagnósticos das crianças sejam diferentes, as mães encontram-se em situações semelhantes, por isso, a troca de experiência é fundamental nesse processo de aceitação e alívio das angústias”, ressalta a psicóloga.

Atualmente, o HRSP conta com 18 leitos de UTI Neonatal e Pediátrica. Segundo o diretor Geral do hospital, o acolhimento feito com essas mães é de fundamental importância, principalmente no que diz respeito ao tratamento. “Quando se tem um filho internado, os pais sofrem muito com isso. Então o projeto vem para confortar a mãe, vem para ajudar no processo de recuperação dentro do hospital, pois conseguimos quebrar vários obstáculos entre a mãe e a equipe assistencial, facilitando assim o atendimento ao bebê”, ressalta o diretor.

Este ano, o HRSP completa dez anos. A unidade é referência no atendimento em neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral. Pertence ao Governo do Estado do Pará, público e gratuito, gerido pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospital, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Em uma década, o hospital já realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada. O índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%.

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