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Hospital Regional de Marabá utiliza protocolo de cirurgia segura para garantir melhor assistência aos usuários

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Prestes a entrar no centro cirúrgico para ser submetida a uma cirurgia de retirada de pedra na vesícula, dona Maria Eliane Silvestre, de 48 anos, não escondeu o nervosismo. Já no setor, a vendedora foi se tranquilizando enquanto a enfermeira preenchia a lista de verificação para identificação da usuária, possíveis alergias e o procedimento que seria realizado. Essa etapa é a primeira de três que envolvem as cirurgias realizadas no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, referência em atendimento de alta e média complexidade.

A checagem segue o roteiro criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa reduzir possíveis danos ao paciente e, ainda, melhorar a comunicação entre os profissionais durante operações. Segundo a OMS, as cirurgias estão associadas a um risco considerável de complicações, porém 50% dos problemas podem ser evitados facilmente.


O diretor geral do Hospital Regional de Marabá, Valdemir Girato, explica que a cirurgia é um trabalho feito em equipe. “Antes de prosseguir para a próxima etapa, o enfermeiro ou técnico de enfermagem que estiver responsável pela checagem da lista, verifica se a equipe concluiu as tarefas previstas em cada fase. Sem dúvida, essa simples medida ajuda a evitar incidentes cirúrgicos”, afirmou o administrador.

A medida integra as ações do Protocolo de Cirurgia Segura, implantado pelo HRSP como parte do Programa Nacional de Segurança do Paciente estabelecido pelo Ministério da Saúde. Outros seis protocolos básicos fazem parte deste programa de assistência segura. São eles: identificação do paciente, prevenção de quedas, segurança na comunicação entre os profissionais da saúde, higienização das mãos, prevenção de lesão por pressão e segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos.

Capacitação

Para disseminar a importância de práticas seguras, o Hospital Regional de Marabá mensalmente promove capacitações para os colaboradores da unidade, incluindo os profissionais da área administrativa, ainda que não sejam diretamente responsáveis pela assistência ao usuário. O Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) é o setor responsável pelo monitoramento e aperfeiçoamento dos processos de gestão e de segurança do paciente.

De acordo com a gerente do NQSP, Patrícia Silva, isso é necessário porque a segurança do paciente não é restrita à equipe assistencial, mas começa desde a chegada dele na unidade. “O envolvimento de todos os colaboradores é importante para garantir a assistência segura ao usuário. Por exemplo, o porteiro da unidade não é enfermeiro nem nutricionista, mas ajuda a evitar infecções hospitalares e a manter a dieta prescrita para o paciente quando orienta familiares ou visitantes a não trazerem alimentos para dentro do hospital”, explica a gerente.

Riscos assistenciais

Além dos protocolos básicos, em junho, o Hospital Regional de Marabá também implantou uma nova classificação de riscos assistenciais. Agora, no momento em que o paciente é admitido na unidade, o enfermeiro se encarrega de identificar se o usuário está suscetível aos riscos de queda, alergia medicamentosa ou lesão por pressão. A indicação é feita por meio de adesivos em diferentes cores fixados na pulseira de identificação do paciente e na cabeceira dos leitos nas enfermarias.

A enfermeira Jennifer Balan, responsável pelo treinamento acerca da nova classificação, comenta que os pacientes também foram orientados sobre os riscos, a fim de que fiquem atentos a situações inseguras. “Assim eles sentem maior segurança no cuidado contínuo oferecido pela equipe multidisciplinar”, explicou Jennifer.

Unidade

Público e gratuito, o Hospital Regional de Marabá é referência em atendimento de média e de alta complexidade para mais de 1 milhão de pessoas em 22 municípios. A unidade possui 115 leitos, dos quais 77 são de internação clínica e cirúrgica e 38 são de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Sua gestão é feita pela Pró-Saúde, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Em 2015, a unidade realizou 22.798 consultas médicas, 213.895 exames, 6.355 sessões de reabilitação, 3.371 internações e 2.790 cirurgias.

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