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Imprescindível para a região do Xingu, Hospital Regional da Transamazônica completa dez anos

Fazer saúde pública de qualidade, tornando-se um centro resolutivo para a população da região do Xingu. A primeira década de existência do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), localizado na região sudoeste do Pará, no município de Altamira, mostrou que é possível oferecer um atendimento preciso e humanizado dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Prova disso foi a obtenção do certificado ONA 3 – Acreditado com Excelência, um dos maiores da área da saúde, conquistado este ano, pela unidade. O Hospital Regional ainda foi apontado como referência em Gestão de Excelência em Saúde pela revista de circulação nacional Exame. A publicação apontou que, dos 2.700 hospitais públicos do País, apenas dez são certificados com Excelência. Um deles é o Hospital Regional Público da Transamazônica. No entanto, a maior conquista é a satisfação do usuário do serviço, que foi de 99,15%, considerando esta última década.

“Quando foi instalado, o Hospital Regional mudou completamente a rotina dos moradores da cidade e da região. Antes, para fazer qualquer tratamento especializado, as pessoas tinham que se deslocar para Belém”, lembra o diretor Geral da unidade, Edson Primo. A distância entre Altamira e Belém é superior a 450 quilômetros. “Depois do Hospital Regional, praticamente todos os tratamentos especializados começaram a ser feitos em Altamira. O Pará e um estado de tamanho continental. Altamira é o segundo maior município do mundo, isto mostra a grandiosidade desse estado e as dificuldades de deslocamento. Afirmo que o hospital mudou consideravelmente para melhor a vida de todos os moradores da região”, garante Edson Primo.


Nestes dez anos, a unidade de saúde que é gerida desde sua inauguração pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), se consolidou como um atendimento de retaguarda de urgência e emergência. É referência para aproximadamente 500 mil habitantes que fazem parte dos nove municípios da Região Integração do Xingu (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Porto de Moz, Senador J Porfírio, Uruará, Vitória do Xingu). São 22 especialidades oferecidas, entre elas, Pediatria, Clínica Médica, Neurologia e Neurocirurgia, Cirurgia Geral, Vascular e Pediátrica. Além disso, também oferece exames, com um detalhe: para facilitar o atendimento aos pacientes oriundos de outros municípios, o HRPT fornece o resultado dos exames no mesmo dia, evitando assim vários deslocamentos até Altamira.

Uma evolução considerável para a unidade, que foi concebida, desde a sua inauguração, com uma missão: identificar os vazios assistenciais da região e, assim, eliminá-los por meio de um trabalho eficiente.

Estrutura

Na região do Xingu, o Hospital Regional é a única unidade hospitalar a possuir um serviço de Hemodiálise, dispondo de 21 máquinas. A unidade possui 97 leitos e um Centro Cirúrgico com quatro salas. A estrutura e, sobretudo, o esforço e a dedicação dos colaboradores, produziram resultados significativos. Em dez anos de funcionamento, que será completado no próximo dia 7/12, o Hospital contabiliza 2.675.885 atendimentos, sendo 28.654 internações, 22.855 cirurgias, 2.045.500 exames, 224.399 atendimentos ambulatoriais e 86.446 sessões de hemodiálise.

Trabalhadores como a técnica de Enfermagem Cleia Gomes construíram, na prática, todos estes dados positivos. “Não consigo imaginar Altamira sem o (Hospital) Regional. Ele tem salvado muitas vidas, gente que não tinha esperança, aqui conseguiu viver novamente”, afirma. Ela trabalha na unidade há dez anos e tem uma certeza: a necessidade de fazer o trabalho com dedicação e foco. “É uma felicidade imensa ver as pessoas retornando a vida, voltando para a sociedade com saúde, e saber que contribuí para que o paciente ficasse bem”.

Humanização

O tratamento com carinho, respeito e dedicação fazem parte da rotina diária dos colaboradores da unidade. Integrante da equipe do Serviço de Nutrição Dietética, Maria de Nazaré Souza reflete bem este sentimento. “O meu trabalho é fazer a refeição, servir ao usuário. Eu sei que trabalho para ajudar a salvar vidas e isso me traz um sentimento de gratidão enorme. Me sinto feliz atuando aqui”, garante.

Na área assistencial, o sentimento é semelhante. Para a enfermeira Rosenilda da Silva, que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, a palavra amor se encaixa com perfeição com a sua relação de trabalho. “Qualquer profissional de saúde quer trabalhar em um hospital como esse. Desde quando entrei no hospital, há nove anos, trabalho aqui e posso dizer que amo este setor”.

A qualidade assistencial também está relacionada aos projetos desenvolvidos para assistir o paciente com humanização. Há até um projeto chamado de ‘Musicoterapia’. Nessa proposta, a música se insere como meio promoção em saúde e estímulo a busca pela cura, ao tentar diminuir os efeitos negativos da hospitalização. Além disso, são realizadas oficinas com as mães que acompanham filhos internados. Em junho, a dona de casa Glauciane Pereira Lima acompanhou o filho, internado na unidade por conta da prematuridade. A criança esteva internada na UTI Neonatal. E para amenizar esta rotina hospitalar, a dona de casa participou de atividades lúdicas como a montagem de pequenos bonecos.  “Me sinto segura, bem auxiliada pelos enfermeiros, técnicos e os médicos. A atividade é ótima e bom para a minha cabeça, desenvolver uma atividade”.

Colaborador

A Pró-Saúde, enquanto gestora do hospital, além da humanização no atendimento, preza pela qualificação constante dos profissionais, proporcionando treinamentos, palestras e capacitações variadas. É o programa de educação continuada, no qual os trabalhadores recebem atualização profissional e assim podem, de forma orientada, exercer com segurança a sua função. A história da técnica de Enfermagem do HRPT, Jéssica Oliveira Andrade, é emblemática. Ela foi paciente da unidade, em meados de 2012, após sofrer um acidente de moto. Recuperada, voltou a sociedade tão bem que conseguiu concluir curso de Enfermagem. Jéssica voltou a pisar no HRPT, mas dessa vez, como colaboradora. “Fiquei uns dez dias internada, mas não me lembro de nada do que aconteceu”, lembra. “Conclui meu curso em 2014 e, nesse ano, tive a oportunidade de trabalhar aqui. E como colaboradora e paciente, só posso falar muito bem do hospital. Para quem trabalha aqui, temos cursos e treinamentos. Está sendo uma oportunidade e tanto, todo dia é um aprendizado novo para mim”, frisa.

O Hospital, que tem mais de 500 colaboradores, é o segundo maior empregador da região, tendo a Prefeitura de Altamira na liderança deste quesito. “A gente incrementa uma parcela considerável de recursos não só em Altamira, mas na região”, afirma Edson Primo.  

Prêmios

A cultura organizacional proporciona o atendimento qualificado e os reconhecimentos em sequência. Um deles, nacional. Em 2010, a unidade recebeu a Certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) I – Acreditado. A conquista se baseou na avaliação de que todos os critérios de segurança do paciente em todas as áreas de atividade, incluindo aspectos estruturais e assistenciais, foram atingidos com louvor.

Em 2012, o hospital galgou outro patamar. Dessa vez, conquistando a certificação ONA II – Acreditado Pleno. Além de atender aos critérios de segurança, o modelo de gestão integrada, com processos ocorrendo de maneira fluida e plena comunicação entre as atividades, foi avaliado.

O nível de excelência foi obtido em 2016, com o título de “excelência em gestão”, que avalia cultura organizacional de melhoria contínua com a maturidade institucional. Dessa forma, o Hospital Regional Público da Transamazônica é o único da região Transamazônica e Xingu a ser certificado como ONA 3 – Acreditado com Excelência. A Organização Nacional de Acreditação é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos, fundada em 1999 que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente. Suas avaliações seguem padrões estabelecidos pelas normas do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação para a emissão dos certificados.

“O nosso maior desafio é manter tudo que a gente conquistou. Implantamos uma cultura de qualidade, esse é o grande diferencial do HRPT, e isto está intrínseco nos colaboradores, que são o nosso maior patrimônio. Todo mundo conhece todos os processos. Mantemos assim a expectativa positiva para que que no ano de 2017, o hospital continue evoluindo, não só com o incremento de novas especialidades, como também buscando melhorar os seus processos internos para garantir cada vez mais a segurança do paciente, que é o nosso maior objetivo”, reitera Edson Primo.

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