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Interditado há 3 anos, alunos ocupam prédio da Escola Irmã Dulce em Parauapebas

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Durante a última segunda-feira (14), alunos da Escola Estadual Irmã Dulce, que tem seu prédio interditado pelo Corpo de Bombeiros há mais de três anos, decidiram ocupar o local que fica localizado no Bairro da Paz, com o objetivo de chamar a atenção da comunidade, imprensa e principalmente do Governo do Estado do Pará, para que a situação do centro educacional possa ser resolvida o mais rápido possível.

Em junho de 2013 o Portal Pebinha de Açúcar publicou uma matéria que mostrou as péssimas condições das estruturas do prédio que oferecia sérios riscos aos alunos. Na oportunidade, alguns vereadores fizeram uma visita à escola e constataram as condições.


Pouco tempo após a publicação da matéria no Pebinha de Açúcar, através de uma vistoria encabeçada pelo Corpo de Bombeiros Militar, o prédio acabou sendo interditado.
Como os alunos ficaram impedidos de usar o local danificado por problemas estruturais, a Secretaria Estadual de Educação do Pará (SEDUC), alugou o prédio onde funcionava a antiga Escola Base Júnior, e os alunos estão até hoje estudando por lá, porém, as condições estruturais e de segurança, segundo os discentes, estão a cada dia pior.

Em declarações prestadas à reportagem, Henrique Santos, um dos organizadores do movimento estudantil que fez a ocupação do prédio antigo da Escola Irmã Dulce, relatou: “A ocupação é uma deliberação por parte do Conselho Escolar da Escola Estadual Irmã Dulce. Foi uma tomada de decisão efetuada há duas semanas, onde os alunos viram que o prédio atual não atende a realidade da escola. O objetivo é chamar a atenção de autoridades e comunidade para um diálogo ampliado. Na quinta-feira (10), teve uma reunião com os pais sobre a possibilidade de ocupação do prédio, com a finalidade de reaver um diálogo com o Estado. O prédio está abandonado desde o dia 9 de setembro de 2013 e os laudos periciais nunca foram apresentados aos alunos. Precisamos entender os laudos, afinal, nada foi passado para a comunidade. Realizamos uma assembleia com os estudantes e hoje tivemos mais duas reuniões e decidimos ocupar e resistir para que o prédio antigo possa voltar a funcionar com um processo de reforma ou reconstrução”, disse o representante do movimento estudantil, que finalizou afirmando que: “Essa massificação tem tomadas de decisões e todos estamos em interação para que o processo de reforma ou reconstrução do prédio da escola possa ser emergencial, afinal, o atual prédio que funciona a escola não vem atendendo as necessidades dos alunos”.

Quem também está no movimento que pressiona o Governo do Pará é o jovem Rafael Ribeiro, que em declarações prestadas ao Pebinha de Açúcar disse: “Hoje a juventude unida mostrou sua forca. Ocupamos a Escola Irmã Dulce e só sairemos quando tivermos um posicionamento definitivo do Governo do Estado”.

Rafael tem uma história no movimento estudantil em Parauapebas, tendo em vista que iniciou sua militância política estudantil aos 11 anos de idade.
Foi líder de turma por 7 anos, Conselheiro Escolar, Presidente do Grêmio da Escola Carlos Drummond por um mandato e Presidente do Grêmio da Escola Irmã Dulce por 2 mandatos.

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