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Investimentos do Governo do Estado na área da saúde chegam a R$ 656 milhões

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Semana passada o Governo do Estado foi alvo de denúncias e até de farsas envolvendo a área da saúde no Estado. Mas, por outro lado, a semana também foi marcada por dois grandes anúncios na área: a entrega da Nova Santa Casa em agosto deste ano e a ampliação de leitos de urgência de emergência em 18 municípios.

Durante a coletiva dada no Comando da Polícia Militar do Pará, o governado Simão Jatene e o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, destacaram que o governo está investindo mais de R$ 656 milhões na ampliação do atendimento à população. Os projetos estão oferecendo melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde, levando a todas as regiões serviços de média e alta complexidade, novas especialidades e procedimentos e instalando mais 1.060 novos leitos hospitalares em todo o Estado.


Simão Jatene garantiu que na segunda quinzena de agosto próximo, o governo entregará a nova Unidade Materno Infantil da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Orçada em R$ 122 milhões, a nova unidade tem oito pavimentos, com 406 leitos para internação e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Obstétrica, Pediátrica e Neonatal. Também terá serviços de emergência obstétrica e pediátrica.

Para que a obra fosse viabilizada, o projeto original passou por adequações. O restaurante, por exemplo, deu lugar a um espaço para abrigar 70 leitos a mais do que o total previsto inicialmente. A nova Unidade terá modernas instalações e equipamentos hospitalares, novas cozinha e lavanderia, reservatório de águas pluviais para reaproveitamento e boilers (para armazenagem de energia solar). A nova Santa Casa também será o único hospital público da região Norte a dispor de heliponto.

Requalificação
Desde janeiro de 2011, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) investe na descentralização e no fortalecimento dos serviços no interior, implantando o Projeto de Requalificação dos Hospitais Municipais e construindo mais três hospitais regionais, para diminuir a demanda sobre os hospitais e pronto-socorros de Belém.

O projeto de Requalificação dos Hospitais Municipais prevê a construção, reforma e ampliação de hospitais de pequeno porte no interior e aquisição de equipamentos, para que atendimentos de média complexidade possam ser realizados nos próprios municípios.

Segundo a secretária adjunta da Sespa, Heloísa Guimarães, que também participou da entrevista, até dezembro deste ano o governo vai entregar os Hospitais Municipais de Afuá (com 30 leitos) e de Bagre (20 leitos), ambos no Arquipélago do Marajó, e de Belterra (20 leitos), na região oeste, além do Hospital Galileu (com 120 leitos), em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém) e a Unidade Materno Infantil da Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém, com 406 leitos.

Para 2014 estão previstas as entregas dos Hospitais Municipais de Abaetetuba (com 96 leitos); Garrafão do Norte (20 leitos); Salvaterra (20 leitos); São Félix do Xingu (40 leitos); São Caetano de Odivelas (20 leitos); Moju e Itaituba (50 leitos cada); Mojuí dos Campos, São Domingos do Capim e o Hospital de Castelo de Sonhos, distrito de Altamira (com 20 leitos); a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipixuna do Pará; o Hospital Materno Infantil de Barcarena, e os Hospitais Regionais de Capanema (com 100 leitos); Castanhal (150 leitos); Itaituba (140 leitos), e o novo Hospital Abelardo Santos, no distrito de Icoaraci, em Belém, com 250 leitos, e o novo Hospital Ophir Loyola (HOL), com 110 leitos.

Em Belém, os investimentos estão voltados para a melhoria da qualidade dos serviços no Hospital Regional Abelardo Santos, com a implantação de um espaço de acolhimento com classificação de risco totalmente climatizado, salas para atendimento de enfermagem e serviço social e banheiro para pessoas com deficiência.

O hospital também já dispõe de ala pediátrica com oito leitos, posto de enfermagem, dois consultórios e uma sala de nebulização, além de mais cinco leitos na sala de observação e oito leitos pediátricos no setor de Urgência.

Infraestrutura
O novo “Abelardo Santos”, cuja obra já foi iniciada, terá oito andares com 250 leitos, para atendimento de média e alta complexidade, e mais 30 para urgência e emergência. O projeto inclui unidade ambulatorial e internação nas áreas de Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria, Obstetrícia, Traumatologia, Neurologia, Psiquiatria, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e pediátrica, Neonatologia completa, Centro de Diagnóstico por imagem e métodos gráficos; Laboratório de Patologia Clínica; Terapia renal substitutiva (hemodiálise), urgência e emergência adulto e pediátrica, Banco de Leite Humano e Agência transfusional e reabilitação.

Referência regional no tratamento de câncer, o Hospital Ophir Loyola (HOL) vem sendo beneficiado, desde 2011, com o projeto de readequação da estrutura física. Um investimento que já totaliza R$ 4.060.957,81, de janeiro de 2011 a março de 2013, destinado a melhorar o acolhimento de pacientes e ampliar o número de leitos.

Entre as obras em andamento está a ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para abrigar mais seis leitos. Paralelamente, o governo retomou a construção do Hospital Oncológico Infantil, paralisada há vários anos.

O Governo investe, ainda, na renovação de equipamentos, incluindo a instalação de um novo tomógrafo, nova unidade de hemodinâmica e uma nova ressonância magnética. A hemodinâmica viabilizará a quimioembolização, procedimento menos invasivo, que possibilita a redução de tumores antes de o paciente ser operado, facilitando a retirada durante a cirurgia.

Em Belém, pacientes com câncer dispõem também da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Universitário João de Barros Barreto, que oferece quimioterapia.

Mais serviços
Heloísa Aguiar informou que já foi concluída a obra da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Regional de Tucuruí, no sudeste do Estado, que está em fase de implantação dos equipamentos. O serviço será disponibilizado à população após a avaliação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a contratação de profissionais especializados em Radioterapia.

“Em breve, os moradores daquela região também vão contar com serviços de Quimioterapia e Radioterapia e não precisarão mais vir a Belém”, garantiu a secretária adjunta. Ela destacou ainda a ampliação de serviços nos Hospitais Regionais do Marajó, em Breves; do Sudeste, em Marabá; do Araguaia, em Redenção; da Transamazônica, em Altamira; do Baixo Amazonas, em Santarém, e de Tucuruí e Tailândia, ambos no sudeste do Pará.

No Hospital Regional do Baixo Amazonas foi implantado o Serviço de Oncopediatria, para que crianças não precisem mais ser transferidas para a capital em busca do tratamento contra o câncer. O hospital já dispõe de serviço de Quimioterapia adulto e infantil, Radioterapia, Braquiterapia e Cirurgia oncológica.

O Regional do Marajó também já oferece o serviço de Oncologia Clínica e Cirúrgica. “São essas medidas que a Sespa vem adotando para reduzir o tempo de espera para diagnóstico e tratamento de câncer no Estado. Está sendo estudada, ainda, a possibilidade de o Setor de Regulação ter um braço específico para fazer o acompanhamento de pacientes com a doença”, completa a secretária. No Hospital Regional da Transamazônica foram implantados os serviços de Cardiologia Pediátrica, Arritmia Cardíaca e Endocrinologia.

Outra medida essencial para a manutenção dos serviços públicos de saúde é o desembolso mensal que o governo do Estado faz, com recursos próprios, para manter leitos e procedimentos que ainda não foram habilitados pelo Ministério da Saúde, e por isso não são pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Tesouro Estadual repassa, a cada mês, R$ 2.363.689,03 (R$ 28.364.268,40 por ano), para manter diversos serviços nos Hospitais Regionais de Tucuruí, do Marajó, do Baixo Amazonas, da Transamazônica, do Araguaia; na Santa Casa; no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, em Bragança; no Hospital São Francisco, em Ulianópolis (sudeste); no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna; na Unidade Monteiro Leite do HC e no Hospital Jean Bitar.

Reportagem: Bruna Campos / Agência Pará de Notícias

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