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Justiça expede alvará de soltura, mas vereador Odilon continua preso preventivamente pelo crime de corrupção

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Está circulando nas redes sociais e alguns sites a notícia de que o vereador Odilon Rocha (SDD) saiu da cadeia e já está em casa, em Parauapebas, porém, a informação não é verdadeira.

Lê-se no Alvará de Soltura:


“…que ponha em liberdade incontinenti, se por outro motivo não estiver preso.”
Ocorreu apenas que o juiz arbitrou fiança pelo crime de posse de armas. Mas é importante relembrar que o parlamentar foi preso por mandado por suspeitas de corrupção. Portanto, Odilon continua preso por este crime.

Em resumo: Ele foi preso por dois motivos

1) Mandado de prisão preventiva para não atrapalhar as investigações feitas pelo Ministério Público

2) Posse de armas de fogo, encontradas em sua residência no momento em que se cumpria os mandados de prisão contra ele e ainda o mandado de busca e apreensão de documentos.
Portanto, dos dois motivos que o levaram à cadeia, apenas um foi afiançado pela Justiça.

O que significa que ele continuará preso até que cumpra o prazo de prisão preventiva, caso esta não seja prorrogada.

Entenda o caso

O vereador Odilon Rocha de Sanção (SDD) foi preso na terça-feira, 26 de maio de 2015, e segundo o Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e a corrupção (NCIC) coordenado pelo Procurador de Justiça Cível Nelson Pereira Medrado e a promotoria de Justiça de Parauapebas, na pessoa do promotor de Justiça Hélio Rubens, foi encontrada exagerada quantidade de irregularidades nas quais ele está envolvido.

Uma delas o fornecimento de alimentos, outra a locação de veículos e um terceiro para a lavagem dos veículos que, em tese, seriam locados para a Câmara de Parauapebas. “O que se colheu hoje, ainda vamos analisar”, disse o promotor de Justiça Hélio Rubens, que detalhou a situação:

1 – No contrato de fornecimento de alimentos tínhamos uma exagerada quantidade de alimentos para a Câmara Municipal, sendo que nas notas constavam um tipo de produtos e na verdade outros eram entregues.

2 – No contrato de locação de veículos o contrato consta uma quantidade grande sendo que existe uma quantidade bem inferior era prestada para a Câmara. A informação chegada ao MP é que era um veículo para cada parlamentar.

3 – O terceiro contrato seria a lavagem dos tais veículos em uma empresa que pertence à família do vereador Odilon (Lavajato Pit Stop); veículos que na verdade não existem de fato dentro do uso dos vereadores.

O promotor disse ainda que isso foi levantado em um primeiro momento nas investigações preliminares e esclarece que a prisão do vereador Odilon Rocha de Sansão se deveu pelo fato de que mesmo sendo instalado o procedimento no MP, ele ouvido em depoimento, mesmo depois daquele escândalo que teve repercussão nacional quando ele falou na tribuna da câmara que um vereador para se sustentar com o salário que recebia tinha que ser corrupto, as investigações apontam que outras condutas irregulares com a participação dele continuavam ocorrendo; e pela reiteração do fato criminoso contra a administração pública se justificou a prisão preventiva deste vereador.

Hélio Rubens detalhou ainda que de acordo com o que se tem como suspeita e que pode se confirmar com as diligências feitas na terça-feira, 26, é que o que restava do dinheiro dos citados contratos era dividido entre os membros da mesa diretora da Câmara no biênio 2013/2014. “Agora queremos apurar quem operava e quem se beneficiava disso, se só a situação, se toda a mesa da época ou se todos os vereadores”, conclui o promotor Rubens Hélio.

Reportagem: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Ronaldo Modesto

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