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LEVOU ‘FERRO’: Parauapebas foi um dos 60 que mais demitiram em janeiro

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A “Capital do Minério” levou ferro no início do ano — ou pior, levaram ferro seus trabalhadores, 495 deles demitidos. Parauapebas abriu 2017 com um dos piores janeiros de sua história e está na vergonhosa posição de número 60 entre as localidades brasileiras que mais demitiram. A situação é tão grave no município que a força de trabalho caiu de 49 mil empregados com carteira assinada em janeiro de 2016 para 39 mil em janeiro deste ano, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego.

Esse é o segundo pior janeiro da história de Parauapebas (o mais trágico, anunciado ano passado em <http://noticiasdeparauapebas.com/tragedia-parauapebas-tem-p…>).


Em apenas um ano, Parauapebas viu nascer um batalhão de dez mil desempregados, exército superior ao contingente de todas as forças policiais da região sudeste do Pará, em cuja mesorregião estão agrupados 39 municípios. E ninguém sabe quando essa hecatombe, que dizima milhares de postos de trabalhos, vai terminar.

Neste um ano em que viu sua força de trabalho regredir em dez mil postos, a “Capital do Minério” recebeu pouco mais de sete mil habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E aí a relação se torna socialmente cruel: para cada novo habitante que Parauapebas recebe de mudança ou vê nascer aparece um ou dois desempregados. Na prática, implica dizer que a população está crescendo, as oportunidades de trabalho estão ficando escassas, a informalidade está aumentando de maneira galopante e, o pior de tudo, os indicadores sociais — particularmente nas áreas de segurança, saúde, saneamento e geração de renda — estão à beira do abismo, já que não acompanham as demandas de todos. Sem emprego, muitos trabalhadores partem para o submundo do crime, incham as periferias a partir de ocupações irregulares, viram ambulantes, pressionam equipamentos e serviços públicos.

Enquanto tudo isso acontece, e muitos estão na praça dando milho aos pombos, as exportações originárias da “Capital do Minério” vão ao delírio. Em janeiro, mesmo mês em que levou ferro nas estatísticas de mercado de trabalho, Parauapebas concedeu o maior lucro nacional em minério de ferro, com superávit de 592,2 milhões de dólares e exportações totais de 602,1 milhões de dólares, superando qualquer outro lugar do país. Parauapebas, sem medo de errar, carrega o Pará e o Brasil nas costas, mas em si mesmo já não consegue resolver seus vícios posturais. O município precisa urgentemente de fisioterapia e reabilitação para sair da fossa.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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