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Mãe que matou filho recém-nascido em Parauapebas é encaminhada para avaliação psiquiátrica

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Um caso de comoção pública que deixa muitos atônitos por tratar-se de uma mãe que atentou contra a vida de um filho recém-nascido. O caso se deu em Parauapebas, conforme noticiado AQUI no Portal Pebinha de Açúcar, identificada como Lidilene Miranda da Silva, 25 anos de idade. Segundo a polícia, no momento da morte, a mãe estava com três filhos.

De acordo com delegada Ana Carolina, a atenção não deve se voltar apenas ao caso de infanticídio, mas, também, é preciso ser dado atendimento às outras duas crianças que dizem ter presenciado a cena. A responsável pelo caso informou que, aparentemente, Lidilene Miranda, no momento do ato impensado, sob surto psicótico, dizia acreditar que as crianças e o bebê corriam perigo, o que a motivou a retira-los do interior da residência, indo se refugiar no interior de uma construção, onde pediu que todas eles tirassem as roupas e orassem, o que ela também fez, despindo o bebê de pouco mais de dois meses, alegando que as roupas estavam amaldiçoadas. “No hospital, já medicada ela relatou que tampou com as mãos a boca e o nariz do bebê para que ele não chorasse e assim não fossem encontrados pelo marido que, segundo ela, apresentava risco para eles”, relatou Ana Carolina, detalhando que, após ser apreendida, Lidilene foi encaminhada para o Hospital e, naquele momento, não tinha condições de ser ouvida; motivo que o juiz determinou a medida cautelar de prisão preventiva, dando como medida a internação em hospital adequado para o tratamento do caso de surto psicótico.


Ana Carolina – Delegada

 

A próxima avaliação, conforme explicou a delegada Ana Carolina, será feita por profissionais médicos da área psiquiátrica, mas, adiantou que, conforme narrado pelo marido, Lidilene já vinha, há algumas noites, tendo aparentes delírios, porém, as referidas alterações psíquicas eram tratadas apenas com orações. “As pessoas têm a crença de acreditar que doenças psíquicas se tratam rezando, por entender que isso seja falta de Deus, deixando, por isso, de procurar o serviço médico. O que é um equívoco, pois, se no primeiro episódio delirante a tivessem levado ao hospital e ela tivesse sido devidamente medicada, essa fatalidade poderia ter sido evitada”, avalia Ana Carolina, dando como seguimento do caso que a Polícia Civil colherá todos os elementos informativos necessários sendo que o incidente de insanidade mental é instaurado já na fase processual, cabendo ao Ministério Público a defesa e ao judiciário a instauração do incidente mental.

Como acréscimos informativos a delegada detalha que, caso seja comprovado que no momento da ação ela era inimputável, será aplicada a sentença absolutória imprópria, e, ao invés de cumprir pena em presídio, cumprirá em estabelecimento penal psiquiátrico.

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