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Marabá é destaque em pesquisa de serviços de limpeza e Parauapebas é desconhecida

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Uma pesquisa de limpeza urbana que mensura o índice de sustentabilidade do serviço foi divulgada esta semana com dados curiosos sobre a situação de uma parte de nossas cidades brasileiras. Os números do estudo intitulado “Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) para os Municípios Brasileiros” foram levantados em 2014.

Naquele ano, Marabá, teve índice de sustentabilidade do serviço considerado “médio” (classe C) e, entre os municípios com mais de 250 mil habitantes, figurou ao lado de importantes centros urbanos do país e considerados “evoluídos”, como Santa Maria (RS), Florianópolis (SC), São Vicente (SP) e Niterói (RJ).


Dois anos atrás, aponta o ISLU, a limpeza urbana de Marabá era muito melhor – ou menos pior – que a de Imperatriz (MA), Olinda (PE), Petrópolis (RJ) e das capitais Belém (PA), São Luís (MA), Maceió (AL), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Boa Vista (RR). Na categoria populacional em que se enquadra Marabá, o melhor município foi Santos (SP), com pouco mais de um décimo à frente da cidade paraense. Ainda assim, nenhum município com mais de 250 mil habitantes é classe A em sustentabilidade de limpeza.

Inclusive Marabá, o estudo gerou resultados em 1.721 municípios brasileiros com base nos critérios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010. O indicador ISLU criou um termômetro que aponta problemas e soluções de cada local, caso a caso, com pontuação de zero a um. Os dados utilizados foram coletados na base Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

CADÊ O PEBAS?

A situação de Parauapebas no estudo é desconhecida. Isso porque o órgão municipal responsável pela limpeza urbana não forneceu dados suficientes à época para consolidação de indicadores consistentes e que colocassem o município no cenário. No Pará, dos 144 municípios, só 28 forneceram informações aproveitáveis e sem maquiagem.

A omissão de dados e informações é vista pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) como forma de mascarar problemas graves na gestão da limpeza urbana. É o Selur quem organizou a pesquisa.

De acordo com a entidade, a prestação dos serviços de limpeza urbana tem peso de um ator protagonista dentro do orçamento da prefeitura. Todavia, apesar de ser relevante nas finanças, a limpeza urbana é lembrada pela opinião pública somente em casos de gestão inadequada. Ou seja, além de não ser reconhecida como um dos protagonistas da história, é, muitas vezes, confundida com grande vilã. “A maior prova desse reconhecimento distorcido ocorre durante as eleições municipais. A gestão de limpeza urbana no Brasil pode não ser o fator que determina a vitória dos candidatos a prefeito; contudo, a má gestão pode ser crucial para gerar crises urbanas e carimbar o insucesso de uma administração pública”, diz a entidade.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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