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Marabá e Parauapebas começam 2016 atolados em demissões

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Os dados do mercado de trabalho divulgados anteontem, quarta-feira (23), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a cujos números poucos tiveram acesso apontam: a situação continua crítica em alguns dos principais municípios do Pará. Marabá, com acúmulo de 749 demissões do primeiro dia deste ano até o último de fevereiro, e Parauapebas, com mais 469 trabalhadores que passaram no RH para “pegar a quita” em apenas dois meses, estão entre as principais zonas de desprogresso, no que diz respeito a oportunidades e geração de renda.

Com alguns grandes projetos anunciados, e caso saíam do papel, Marabá, em pouco tempo, deverá tornar-se a “meca” dos empregos. Sonhar não paga imposto. Porém, e se os projetos não vingarem, não passarem de “supositórios” para enfiar na mente da população? Se não saírem do papel, o destino de quase 103 anos de Marabá será cruel.


Às vésperas de completar aniversário, o município ocupa o segundo lugar no Pará no quesito desemprego, atrás apenas de Altamira, que apenas em janeiro e fevereiro deste ano botou na rua impressionantes 2.094 trabalhadores, o maior batalhão de desempregados do país em razão do término de serviços nas obras civis da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Para quem não se lembra, dois anos atrás, no pico das obras temporárias da mesmíssima usina, Altamira estampava noticiários de economia como o município que mais gerava empregos no Brasil. Agora, o seu nome resume-se em “alta” de problemas sociais, entre os quais a violência, que “mira” os cidadãos locais, suas maiores vítimas.

Em Parauapebas, nada muito diferente. Talvez, até pior pelo andar da carruagem dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados anteontem: a situação é de retrocesso total das conquistas socioeconômicas acumuladas por meio de especulação, de empáfia e de falta de sensibilidade para perceber que o setor de mineração é cíclico e seus recursos não são eternos.

Nos próximos dias, a mineradora Vale, maior manda-chuva da economia parauapebense, vai entregar à Bolsa de Valores de Nova Iorque um relatório de mais de 200 páginas discriminando absolutamente todas as suas operações no Brasil e no exterior, inclusive as que possui nas minas de Serra Norte, em Parauapebas. No documento, vão constar viabilidade dos empreendimentos em operação; custo-benefício; o que a empresa tem ainda para Parauapebas; e um dos dados mais importantes e atualizados: a vida útil de cada uma das minas que ela explora no município. A expectativa, como a própria Vale já havia antecipado no relatório referente a 2014, é de que ela encerre as operações extrativas em Parauapebas no ano de 2035, sem muito esforço para continuar depois, já que o minério local, de tão excelente, deixará menos de 10% de fagulho para uma eventual recuperação sobre os rejeitos. Está tudo escrito e registrado: folha 71 do documento de 259 páginas entregue obrigatoriamente à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos – e se há alguma inconsistência ou inverdade, é de autoria da própria Vale, que assina o seu famoso “Relatório Anual”.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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