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Marabá sobe, Parauapebas desce

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Como nossa equipe de reportagens já havia adiantado noutros textos analíticos sobre as perspectivas econômicas para Parauapebas, o município acaba de tombar para o 5º lugar entre os exportadores nacionais, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A “Capital do Minério” entrou 2015 em 1º, colocação que ocupava desde 2013; caiu para 4º em maio; e agora perdeu mais um posto para o município paulista de São José dos Campos (SP). Este mês, ao que tudo indica, a crise sobre as exportações de minério de ferro deve derrubar Parauapebas para abaixo de Paranaguá (PR).


Parauapebas sofre mais que os outros lugares porque sua economia é monoexportadora, ou seja, baseada majoritariamente na commodity minério de ferro, já que o manganês representa apenas 2% do total exportado e nada há, além disso, que chame a atenção dos gringos, infelizmente. O município jamais deu conta de desenvolver base econômica diversificada e sólida para enfrentar a realidade e o mundo exterior, fora de sua redoma mineral.

Não bastasse isso, o município já não é o detentor do maior superávit nacional, que também ostentava desde 2013. Em agosto, ele perdeu o pódio de maior “lucro” para o município fluminense de Angra dos Reis (RJ).

O Produto Interno Bruto (PIB) de Parauapebas deste ano, que será divulgado em 2017, vai revelar um nanismo econômico que poderá entrar para a história brasileira como o maior colapso municipal. Aliás, esse posto já pertence a Parauapebas, que entre 2011 e 2012 viu sua produção de riquezas encolher de R$ 19,89 bilhões para R$ 16,73 bilhões, a maior queda nacional.

Na outra ponta, o município de Marabá avança. Da 102ª colocação há três anos, hoje o município ocupa assento entre os 40 principais exportadores do país – precisamente, na 38ª colocação. Marabá exporta cobre, aço, carnes, madeira e manganês e tem compradores fiéis, diferentemente de Parauapebas, que – por meio da mineradora multinacional Vale – via na China a salvação da lavoura.

Será o fim de um ciclo de bonança para a “Capital do Minério”?

Reportagem especial: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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