Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Membros da CPI da Vale se reúnem com representantes da mineradora em Parauapebas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

A Comissão Especial de Inquérito (CEI 01/2017), denominada CPI da Vale, se reuniu pela primeira vez com representantes da mineradora Vale na manhã desta sexta-feira (10), na sala das comissões, no prédio do Legislativo municipal.

Estiveram presentes os vereadores Eliene Soares (PMDB), Francisca Ciza (DEM), Joel do Sindicato (DEM) e Horácio Martins (PSD), integrantes da CPI, e Marcelo Parcerinho (PSC), Zacarias Marques (PSDB) e o presidente da Câmara Municipal, vereador Elias Ferreira (PSB). A reunião foi conduzida pela presidente da referida CPI, vereadora Eliene Soares.


Dentre os pontos suscitados durante a reunião, estava a falta de pagamento aos empresários locais por parte das empresas terceirizadas pela mineradora. O vereador Joel do Sindicato ressaltou que muitas empresas estão quebradas por não receberem os serviços prestados, por isso deve haver uma reavaliação do valor e dos preços destes serviços. “Os contratos feitos com base no menor preço, principalmente os de outros municípios, acarretam este problema, visto que não conhecem a realidade e os preços de nossa região”, destacou.

O líder de projeto do ramal ferroviário, Plínio Tocchetto, esclareceu afirmando que antes de contratar uma empresa para prestação de serviços terceirizados a mineradora avalia a saúde financeira da empresa a ser contratada. “Ninguém arrisca seu capital se não houver retorno. Até porque para prestar serviço para a Vale é preciso ter estrutura organizacional”, disse Plínio Tocchetto.

A vereadora Francisca Ciza pediu uma parceria entre a mineradora e o poder público municipal. Para a parlamentar, ainda não é possível dizer que a Vale tem colaborado efetivamente com Parauapebas. Para haver parceria é necessário que haja contrapartida em prol da cidade.

O vereador Zacarias Marques, por sua vez, destacou que já investigou a Vale na legislatura anterior e foi verificado o modo como a empresa trata o município. “O projeto de Carajás corresponde a 1/3 de toda empresa. Esta cidade sustenta a mineradora. Porém, a contrapartida social que se espera de uma empresa do tamanho da Vale é maior”, explicou.

Ao se pronunciar, o vereador Horácio Martins relatou que onde há extrativismo, como o encontrado em Parauapebas, há, também, uma pobreza muito grande. Conforme o parlamentar, para se constatar este fato basta olhar para o exemplo do município de Itabira (MG). “Não tem justificava o local que abriga uma das maiores minas a céu aberto do mundo ter uma cidade tão carente. A periferia de nossa cidade é um caos. A Vale tem que olhar para nossa cidade de forma diferente, porque o ferro não se reproduz. O agronegócio se repõe, mas o ferro não. Não queremos gerar uma cidade abandonada, até porque, se a Vale é uma multinacional respeitada mundialmente, é graças ao melhor minério do mundo: o nosso”, desabafou Horácio Martins.

Ainda segundo o vereador, o crescimento da mineradora se deu por Parauapebas. “Não queremos que esta empresa seja a maior multinacional do mundo deixando um buraco em nosso município. Vocês receberam equipamentos, estão usando, mas o verdadeiro dono deste material está sem receber. Nas grandes capitais que a empresa tem representantes, eles não têm conhecimento das mazelas que enfrentamos. Em meio a essa crise, quem salvou o Brasil e o Pará na balança comercial foi Parauapebas, e é por isso que esta empresa tem a obrigação de entregar para a nossa comunidade uma contrapartida social”, finalizou.

A presidente da CPI, vereadora Eliene Soares, se comprometeu a coletar dados e material para que seja realizada uma nova reunião, em que será discutido o controle do pagamento dos fornecedores das empresas terceirizadas e a viabilidade de maior prestação de serviço social para a população de Parauapebas.

Reportagem: Josiane Quintino

Publicidade

Veja
Também