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Minério de Canaã tem custo operacional menor que o de Parauapebas

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Que a Vale não tem grandes expectativas ou novidades com relação a Parauapebas, isso é fato. No mapa de geografia comum, Canaã assumiu o lugar nos planos da empresa desde que ela decidiu colocar S11D em prática, mas essa inversão de prioridades só começará a ser sentida de agora para frente. A empresa tem vários projetinhos na gaveta mirando o solo de Parauapebas, mas nenhum atraente ou economicamente viável no momento. Ela não é boba e quer focar em rentabilidade, uma vez que tem dívida bilionária para quitar. E é Canaã dos Carajás que, em grande parte, pagará essa dívida 24 horas por dia.

A regra é clara, “Arnaldo”: o custo operacional de S11D, em Canaã, deve ficar em 7,70 dólares por tonelada, imensamente melhor que o custo do projeto Ferro Carajás, em Parauapebas, que ficou em 13,20 dólares (quase o dobro) no último balanço financeiro apresentado pela Vale, referente ao terceiro trimestre deste ano. Logo, lavrar ferro em Canaã é prioridade econômica número um.


É preciso reduzir custos para fazer caixa e pagar os “agiotas”. E se preparar para o cenário de concorrência voraz, no qual o produto dos australianos chega muito mais rápido ao principal comprador do minério brasileiro.

A saber, o custo operacional do minério da região considera o produto entregue no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. Dali, é embarcado, principalmente, para siderúrgicas chinesas, que representaram 45% do mercado consumidor. A alta qualidade do minério de Carajás (seja de Parauapebas, seja de Curionópolis, seja de Canaã dos Carajás) e a redução do custo operacional são itens importantes para compensar a distância geográfica entre a Vale e seus principais concorrentes australianos em relação à China. Atualmente, um navio da Vale demora 45 dias para chegar aos portos chineses, enquanto os australianos fazem isso em 15 dias.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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