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Moção de Repúdio contra o descaso pela educação pública é apresentada na Câmara de Parauapebas

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Após sentido muito claramente as consequências da política da educação, com os protestos feitos por muitos jovens das escolas que ocuparam as fileiras do auditório e, usando a tribuna, deram um forte recado a todas as autoridades do Estado e do município, cuja reivindicação era só uma: QUEREMOS AULA; E nos termos do art. 180, inciso II do Regimento Interno, foi apresentada pelos vereadores Euzébio Rodrigues dos Santos e Israel Pereira Barros, ambos do PT, Moção de Repúdio em face do descaso com a Educação em todo o Estado do Pará.

O documento foi aprovado na Sessão Ordinária do dia 2 de junho e na justificativa, os vereadores, autores da Moção de Repúdio, deixaram claro que a situação caótica em que passa a educação do Estado está estampada na mídia e nas redes sociais com a eclosão da greve dos professores em todo o estado do Pará. Greve que teve início em 25 de março, pela categoria que reivindica pagamento do piso salarial nacional, de R$ 1.917,78 e o cumprimento do plano de carreira unificado com outras profissões do estado.
Piso que está atrasado desde janeiro, além da manutenção das aulas suplementares sem redução de salários, eleição direta para diretor e implementação do Plano de Carreira Unificada.


Os vereadores criticaram o descaso de Jatene com a educação que prioriza, segundo eles, a criação de secretaria especial para sua filha. Enquanto isso, diz a Moção, “os professores e alunos sofrem com escolas sucateadas, com a falta de merenda escolar, falta de livros didáticos, e outras coisas. Os vereadores denunciam ainda que Jatene quer mexer na jornada dos professores, o que acaba mexendo também com seus vencimentos.

Outro importante ponto da Moção de Repúdio cita que o pagamento do piso, que deveria ser reajustado em 13,01%, gera revolta e indignação já que o governo sinalizou pagar só no fim de abril e não há perspectivas de os professores receberem os retroativos correspondentes a janeiro, fevereiro e março.

Em resposta governo propôs o pagamento dos retroativos dos meses de janeiro a março deste ano em quatro parcelas. O montante que chega a R$ 100 milhões, seria pago em duas parcelas ainda em 2015 (agosto e novembro); e duas em 2016 (março e agosto).

O comando de greve avalia que estão paradas 94% das 1.054 escolas que atendem a cerca de 700 mil estudantes no sistema estadual de ensino.
“O descaso para com as reivindicações dos professores reflete a maneira pela qual o governo do estado vê a educação. A falta de valorização desse profissional que tem a tarefa árdua de formar as novas lideranças promotoras das mudanças nas estruturas desse país, antevê a marcha regressiva da criticidade da massa juvenil”, conclui a Moção de Repúdio que foi aprovada por unanimidade e deverá ser encaminhada ao governado Simão Jatene.

Reportagem e fotos: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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