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OAB Pará acredita que morte de advogado Jakson Souza foi encomendada

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) acredita que o assassinato do presidente da Subseção de Parauapebas, Jakson Souza e Silva, 45 anos, foi um crime encomendado. A diretoria da Ordem decretou luto oficial de três dias pela morte do advogado, ocorrida no final da noite de sábado (24) em Manaus (AM).

A OAB tentou, ainda neste domingo (25), a remoção do corpo de Jakson para o município de Parauapebas, no sudeste do Pará, onde será velado e sepultado.
A previsão que o corpo do advogado chegue em Parauapebas no começo da tarde desta segunda-feira (26), onde será velado na sede da OAB Parauapebas e enterrado na manhã de terça-feira (27), no Cemitério Municipal que fica localizado na Estrada de Acesso à Ferrovia às 10h00min.


Segundo a OAB, o advogado estava em Manaus a trabalho quando teria sido abordado por dois homens em uma moto. A dupla atirou no abdômen de Jakson e fugiu do local sem levar dinheiro, celular ou a pasta que ele carregava. A vítima foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu ao ferimento.

O presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, o conselheiro seccional, Robério D’Oliveira e o vice-presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da instituição, Rodrigo Godinho, estão em Manaus para acompanhar toda a investigação do caso. “Tudo nos leva a crer que esse foi mais um brutal assassinato ligado ao exercício profissional da advocacia e que trata-se, portanto, de uma gravíssima violação das prerrogativas”, afirma Jarbas Vasconcelos.

Desde 2011, sete advogados foram assassinados no estado. Segundo a OAB, são inúmeros os registros de queixa dos profissionais por ameaças de morte, entre eles o do presidente da seccional de Parauapebas, Jakson de Souza e Silva, registrado no dia 10 de janeiro de 2014, após receber um bilhete ameaçador enquanto estava em um restaurante.

Suspeitas
Há um ano, durante reunião que aconteceu na sede do Ministério Público em Belém, o presidente da Ordem, Jarbas Vasconcelos, apresentou dados que demonstravam a existência de organização criminosa contra advogados e políticos. A reunião aconteceu após denúncias divulgadas nos meios de comunicação de Parauapebas que afirmavam a existência de suposta lista de “marcados para morrer” naquele município, dentre os quais estava o advogado Jakson de Souza e Silva.

Em ofício encaminhado ao Promotor de Justiça Coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, Milton Menezes, a OAB explica que a ameaça foi denunciada através do “disque denúncia de Parauapebas” e por meio do bilhete deixado em um restaurante no município.
O presidente da Ordem chama atenção para o fato de que, em matéria veiculada sobre o assunto, um dos integrantes da lista, o jornalista Wandernilson Santos da Costa, que é um dos clientes do advogado Jakson em ações judiciais relativas a atos de improbidade administrativa na Prefeitura Municipal de Parauapebas, foi alvejado por dois pistoleiros na manhã do último dia 13 de janeiro de 2014, ao sair de sua residência para trabalhar. Ele escapou com vida.

Advogado Jakson afirmava que venha sido ameaçado de morte, como mostra este boletim de ocorrência registrado em 2014
Advogado Jakson afirmava que venha sido ameaçado de morte, como mostra este boletim de ocorrência registrado em 2014

Sobre Jakson Silva
Era formado pela UFPA, deixa esposa e quatro filhos, o mais novo com apenas 18 meses de idade. No ano passado, durante a cerimônia de abertura oficial da VI Conferência dos Advogados do Pará, ele foi agraciado com a Ordem do Mérito Advocatício, a maior honraria concedida pela OAB do Pará.

Reportagem: G1-AM
Foto: Arquivo

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