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Parauapebas cai em desgraça e aumenta bolsão de desocupados

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O mercado de trabalho do segundo município mais rico do Pará sofreu um duro golpe em outubro: de uma só vez, mais de 300 pais de família foram chutados à rua da amargura. Vai ser o pior Natal da história deste que tem uma das prefeituras comprovadamente mais ricas do Brasil.

Atualmente, segundo o Caged, Parauapebas demite aos montes serventes de obras, operadores de caminhão de mina, trabalhadores de serviços de limpeza, auxiliares de escritório, motoristas de caminhão, soldadores, operadores de caixa e montadores de máquinas. Não adianta caçar emprego nessas profissões porque elas mandam embora mais de 60% dos novos desempregados que surgem em Parauapebas diariamente.


Para se ter ideia de como a situação está crítica na “Capital do Minério”, este ano, apenas em demissões totais, o município já desempregou 14.878 trabalhadores. É tanta gente mandada para a rua que daria para montar um bairro do tamanho do Cidade Jardim ou lotar uma cidade inteira do tamanho de Curionópolis apenas com pais de família de cara para cima. Tudo isso é muito grave, e não se visualiza perspectiva de melhora em curto ou em médio prazo.

Para agravar a situação, a prefeitura local começou um caça às bruxas dentro do governo municipal a fim de fechar as contas. Não há cálculos oficiais, mas a estimativa é de que ao menos dois mil servidores temporários e comissionados vão ser mandados embora antes mesmo de sentir o cheirinho do décimo terceiro — e detalhe: o número de demissões da prefeitura, que tem regime jurídico próprio de contratação, não entra nas contas do Caged, uma vez que este trata somente dos vínculos com carteira assinada. Com isso, na realidade, Parauapebas deverá ser o município da região com o maior volume absoluto de desempregados no raiar de 2017, um verdadeiro escândalo que desnuda a fragilidade de economias aparentemente fortes, mas que, no fundo, são meramente de papel. A estrela brilhante do Pará agoniza.

Leia mais: Desemprego dispara e arrebenta cidades da região de Carajás

Reportagem: André Santos / Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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