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Parauapebas e Canaã estão entre os 10 municípios paraenses com maiores percentuais de pessoas alfabetizadas

O IBGE realiza mais uma etapa de divulgação dos resultados oficiais do Censo Demográfico 2022. Agora, com o tema: Alfabetização da População Brasileira, com dados que contemplam recortes para os níveis territoriais Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios, segundo grupos de idade, cor ou raça e sexo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, além de recorte específico sobre a população indígena. No Pará, a Taxa de Analfabetismo caiu de 11,7% (2010) para 8,76% (2022).

O Censo 2022 revelou que, no Brasil, a Taxa de Analfabetismo caiu de 9,6% (2010) para 7% (2022. Com isso, o levantamento de 2022 mostra que 93% da população brasileira é alfabetizada: do total de 162.951.495 de habitantes, 151.547.694 são alfabetizados e 11.403.801 não são alfabetizados (7%). No Pará, 91,24% da população é alfabetizada (5.592.512 habitantes), enquanto 8,76% não é alfabetizada (536.677 pessoas).

Ranking nacional de não alfabetizados

No ranking entre todas as Unidades da Federação (UFs), o Pará aparece como o 8º do país com maior quantidade (em números absolutos) de população residente não alfabetizadas e o 12º com maior percentual de sua população não alfabetizada.

Na região Norte, o Pará detém o 3º maior percentual de pessoas não alfabetizadas sobre o total de residentes (8,76%), abaixo do Acre (primeiro da lista, com 12,13% da população não é alfabetizada) e Tocantins (segundo colocado, com 9,06% de não alfabetizados).

SEXO

As mulheres representam mais da metade das pessoas alfabetizadas no Pará: dos 91,24% alfabetizados no Pará, 46,66% (ou 2.859.911 habitantes) são mulheres e 44,58% (ou 2.732.601 habitantes) são homens. Já entre os 8,76% de não alfabetizados, os homens representam 4,96% (303.820 homens) e as mulheres 3,80% (232.857 pessoas).

IDADE

Pará: Alfabetização por faixas etárias

15 a 19 anos11,58%0,28%
20 a 24 anos11,27%0,28%
25 a 34 anos20,64%0,68%
35 a 44 anos19,19%1,29%
45 a 54 anos13,15%1,69%
55 a 64 anos8,54%1,81%
65 anos ou mais6,87%2,74%

 

PARÁ – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO

A Taxa de Alfabetização é o mesmo que “percentual de população residente que seja alfabetizada”. Assim, o Censo 2022 revelou que o Brasil tem Taxa de Alfabetização de 93% (93% da população que reside no Brasil é alfabetizada). Em 2010, o Brasil tinha Taxa de Alfabetização de 90,4%. A Taxa de Alfabetização do Pará que, em 2010 era de 88,3%, chegou a 91,2% em 2022, ficando em 16º lugar no ranking entre as Unidades da Federação.

No Pará, a Taxa de Alfabetização em 2022 foi maior para a população feminina: 92,47%, enquanto a população masculina alcançou taxa de 89,99%.

No recorte por cor ou raça, a população Amarela foi a de maior Taxa de Alfabetização no Pará: 95,51%, indicando que 95,51% dos residentes no Pará que se autodeclararam como “amarelos” são alfabetizados. Em seguida, aparece a população Branca            (93,43% dos brancos que vivem no Pará são alfabetizados). A população Parda (que é maioria no Pará) aparece em 3º lugar, com taxa de 91,17%. Em 4º lugar está a população Preta, com taxa de 88,34%. Por fim, a população Indígena do Pará apresentou taxa de alfabetização de 83,3%.

CENSO 2022: Taxas de Alfabetização por Faixas Etárias:

(população de 15 anos ou mais residente no Pará)

15 a 19 anos97,67%
20 a 24 anos97,62%
25 a 34 anos96,81%
35 a 44 anos93,72%
45 a 54 anos88,61%
55 a 64 anos82,52%
65 anos ou mais71,49%

 

MUNICÍPIOS PARAENSES

No ranking dos municípios paraenses com maiores percentuais de sua população local não alfabetizada (Taxa de Analfabetismo), os 10 primeiros da lista são: Nova Esperança do Piriá (onde 22,93% da população não é alfabetizada), Anajás (22,58% de residentes não alfabetizados), Afuá (22,02%), Garrafão do Norte (21,87%), Portel (20,55%), Cachoeira do Piriá (20,22%), Bonito (20,17%), Palestina do Pará (19,89%), Melgaço (19,88%) e São João do Araguaia (19,38%).

No ranking nacional, três municípios do Pará estão entre os 1.000 primeiros da lista: Nova Esperança do Piriá é o 592º colocado; Anajás é o 647º colocado; Afuá é o 734º colocado.

Breves, na Ilha do Marajó (PA), teve destaque como 2ª maior Taxa de Analfabetismo entre os municípios brasileiros com população de 100 mil a 500 mil habitantes. Breves tem população de 106.968 habitantes e 18,4% são analfabetos (20.217 pessoas).

Os 10 municípios paraenses com maiores percentuais de suas populações locais alfabetizadas (Taxa de Alfabetização) são Ananindeua (onde 97,2% da população local é alfabetizada), Belém (com 97,05% de seus residentes alfabetizados), Marituba (95,61%), Santarém (95,39%), Terra Santa (94,94%), Canaã dos Carajás (94,85%), Parauapebas (94,56%), Benevides (94,44%), Soure (94,37%) e Castanhal (94,12%).

No ranking nacional (lista todos os 5.570 municípios do Brasil), três municípios paraenses estão entre os 1.000 primeiros da lista: Ananindeua aparece na 283ª colocação; Belém ocupa a 338ª colocação; Marituba é o 906º colocado.

INDÍGENAS

No Pará, 84,74% da população indígena é alfabetizada (43.729 pessoas) e 15,26% não é alfabetizada (7.873 pessoas). Mais da metade dos indígenas alfabetizados são homens (43,02% do total de 84,74%. O percentual de mulheres é 41,73%).

PARÁ: Alfabetização da população indígena, por faixas etárias:

Faixa etáriaAlfabetizadosNão alfabetizados
15 a 19 anos15,91%1,23%
20 a 24 anos13,47%1,12%
25 a 34 anos20,18%1,92%
35 a 44 anos15,25%2,24%
45 a 54 anos9,61%2,53%
55 a 64 anos5,66%2,29%
65 anos ou mais4,65%3,92%

 

A Taxa de Alfabetização dos indígenas que residem no Pará é de 84,74%, sendo a 15ª maior do Brasil. No recorte por sexo, a taxa para homens indígenas chegou a 86,82% e a das mulheres ficou em 82,70%.

Faixas etáriasTaxa de Alfabetização
15 a 19 anos92,82%
20 a 24 anos92,33%
25 a 34 anos91,3%
35 a 44 anos87,17%
45 a 54 anos79,15%
55 a 64 anos71,16%
65 anos ou mais54,31%

 

Em números absolutos, a faixa etária de 25 a 34 anos é a de maior quantidade de pessoas indígenas alfabetizadas (10.415 pessoas do total de 43.729 alfabetizados). A segunda faixa etária com mais pessoas alfabetizadas entre os indígenas vai de 15 a 19 anos (8.212 pessoas) e a terceira vai de 35 a 44 anos (7.871 pessoas alfabetizadas).

A versão completa dos resultados ora divulgados pode ser consultada no portal do IBGE (www.ibge.gov.br) e no Sistema IBGE de Recuperação Automática (sidra.ibge.gov.br).

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